A saga das feministas ou as solteironas da capital

África -
Feminista

Triste tem sido o destino final das mulheres mais lúcidas da ilha do nome santo. De tão lúcidas que acabam ficando sozinhas em noites de chuva por não se surpreenderem com dinheiro dos aliciadores ou serem independentes demais para seguirem ordens estritas.

Todavia, é fácil indentificá-las! Geralmente surgem em congressos defendendo a liberdade do corpo feminino e a igualdade de género. Um congresso aberto, mas só para a classe média que trabalha e tem um background económico que tornam essas ideias engraçadas e toleráveis para os homens locais. Com efeito, tanto os homens como a maioria das mulheres (pobres) acham-nas estranhas e enlouquecidas.

De qualquer modo, quando uma feminista separa do seu marido adúltero que andava fornicando no banco detrás do carro com as meninas de peitos durinhos (manga de 10) e decide abandoná-lo em nome de valores feministas e morais é logo abraçada por outras amigas da mesma claque.

Além disso, a ilha é pequena demais para que os históricos pessoais de cada uma das mulheres não sejam conhecidos. Talvez tomado por amor façamos coisas estranhas como compartilhar fotos e enviar vídeos picantes. Uma atitude normal e totalmente livre, dizem elas, mas os homens que fazem a escolha não estão dispostos a entender.

Não seria isso a Liberdade?! Se uma boa parte das mulheres exigem homens bem sucedidos, bonitões e inteligentes tirados dos filmes da Disney, porque os homens não poderiam exigir suas princesas para casamento sem histórico sexual conhecido e umas amantes personificadas dos filmes pornográficos?!

Logo de seguida, após algumas decepções da vida e algumas traições ela começa a questionar os ideais feministas e volta para o problema antigo, quer dizer, marido antigo, mas evidentemente, como amante. Os defeitos lá já são conhecidos, apenas pede ao antigo marido que use camisinha com as menininhas de portão de Liceu ou de outra instituição com(sagrada) qualquer.

Por outro lado, o perfil burguês de algumas feministas ás vezes surge, e logo começam a se contradizer afirmando que as menininhas da cidade estão muito “dadas” e devem vigiar os maridos. Enquanto isso as mulheres submissas são bancadas por seus maridos. às vezes estão com eles em ambiente onde a brisa mais sopra, como Praia Pomba, ou tenham interesses culturais e fiquem pela madrugada analisando as paredes do Museu na Praia PM.

Como as feministas são pertencentes geralmente da mesma classe social, não entendem que aonde falta o básico para viver o amor tende a desaparecer. As nossas meninas precisam comer, vestir e beber em festas e não de um jovem que lhe chame de amor e volte para casa de bicicleta por ser honesto demais.

Por fim, uma massa de trintonas e quarentonas financeiramente estáveis, sem maridos, embora busquem, terão de enfrentar uma batalha perdida contra a juventude. Ou acabam por ter vários sobrinhos enquanto vê casamentos felizes das “oprimidas”. E algumas loucas para ter filhos com o primeiro que aparece. O mais estranho é que ideologicamente estão certas mas pragmaticamente na ilha errada. O que fazer quando se está certa num sistema social errado? – Talvez seja mais um caso de posições?! – Das mulheres mais inteligentes que conheci na ilha ou estão solteiras ou divorciadas ou ainda talvez viúvas.

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