Abuso Sexual: Bispo garante que “a igreja tem uma política de tolerância zero”

Don Manuel António pediu para que “não fechemos os olhos” ao fenómeno quatorzinhas que está “presente em São Tomé e que, infelizmente, é um fenómeno praticado tantas vezes por gentes que vêm para estas manifestações, por pessoas que fazem lindos discursos contra explorações de menores e a favor dos valores da família”

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Em São Tomé e Príncipe o crime de abuso sexual de menores cresce a cada semana, mas o Bispo da Diocese de São Tomé e Príncipe disse que nunca teve “nenhum boato” sobre este crime praticado pelos padres em São Tomé e Príncipe, apesar da prática abalar a imagem da igreja católico em muitos países.

O Bispo da Diocese de São Tomé e Príncipe, Don Manuel António, durante a Grande Entrevista da RSTP, assegurou que não há nenhum caso de abuso sexual de menores praticado por padres em São Tomé e Príncipe.

Dom Manuel António foi categórico em afirmar que “falando com toda a franqueza, em São Tomé não conheço situações destas. Embora, as vezes, digo que o bispo é sempre o último a saber das coisas. Mas de facto nunca tive se quer boato de algum caso”.

O responsável da igreja católica em São Tomé e Príncipe afirma que “a igreja tem uma política de tolerância zero” para casos de abuso sexual e vai mais longe, afirmando que a igreja tomou medidas para combater possíveis casos.

“A conferência episcopal de Angola e São Tomé e Príncipe elaborou também as suas medidas de protecção de menores e, se houver algum caso desses crimes, como é que a pessoa deve actuar, e toda gente sabe que neste momento a igreja tem uma política de tolerância zero para situação destas”.

Segundo Dom Manuel António, reuniões têm sido feitas com os sacerdotes e outras pessoas sobre as directrizes da igreja de forma a evitar os casos. Contudo, alerta que “se houver um caso, posso garantir que agirei o mais rápido possível de acordo com as normas da igreja que é denúncia imediata da pessoa e suspensão do exercício do sacerdócio até se averiguar a verdade”.

Em resposta às vozes que criticam a igreja e acusam-na de manter-se calada aos casos de abuso sexual e violência doméstica no país, o responsável da igreja católica assegura que é uma das pessoas que mais tem lutado para o bem das pessoas vítimas destes casos.

“Toda a gente que me conhece sabe que tenho sido uma das pessoas na defesa das crianças de São Tomé, que as vezes, tenho reclamado pela situação que tantas crianças vivem e que eu vejo que as próprias entidades oficiais não agem como deveriam(…], portanto, se há alguém que tem procurado encontrar medidas para estas situações é a Igreja”.

Don Manuel António destacou o impacto do Projecto “Casa dos Pequeninos” e “Cáritas” como respostas da igreja e considerou que “se pode fazer muito mais”, tendo criticado “discursos políticos” que “não levam a nada”.

Acho que se pode ainda fazer muito mais. Quem me conhece sabe que, as vezes, até fico bastante chateado com alguns discursos políticos muito bonitos, mas que depois na prática não levam a nada.”

Don Manuel António pediu para que “não fechemos os olhos” ao fenómeno quatorzinhas que está “presente em São Tomé e que, infelizmente, é um fenómeno praticado tantas vezes por gentes que vêm para estas manifestações, por pessoas que fazem lindos discursos contra explorações de menores e a favor dos valores da família e tudo mais.”

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