46 anos da Independência: “É tempo de passar testemunho a gerações mais jovens”

Evaristo Carvalho é o primeiro Presidente da República santomense que não se recandidata a sua própria sucessão. O Chefe de Estado considera que “é tempo de passar testemunho a gerações mais jovens”.

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“De modo geral, é baixo o cumprimento das regras e normas de boa conduta, pondo assim em causa a convivência sã e harmoniosa entre as pessoas, e o normal funcionamento das instituições, quer públicas, quer privadas”, disse Evaristo Carvalho que deixa em Setembro a Presidência da República com o país a registar perda de “valores morais fundamentais”.

O Chefe de Estado realçou no seu discurso que elegeu “a justiça como uma das bandeiras” do seu mandato e denunciou “a onda de roubos e assaltos, a corrupção desenfreada nas instituições o Estado”.

“Não me cansei de denunciar os atropelos reinantes nesse importante sector da vida nacional e apelar ao bom senso e ao cumprimento estrito das leis por parte dos agentes do sector [da justiça]”.

O Chefe de Estado disse que durante os cinco anos do seu mandato primou pela “busca incessante da convivência pacífica e harmoniosa entre os Órgão de Soberania”.

“Nem sempre fui bem compreendido por alguns cidadãos, que entendiam que eu devia tomar decisões mais drásticas em determinados momentos críticos”, disse o Presidente da República considerando que “os múltiplos problemas do país não se compadecem com situações de instabilidade politico-governativa”.

Palácio dos Congressos

Evaristo Carvalho deixa o Palácio Cor de Rosa numa altura em que o país ainda sofre das consequências da pandemia da covid-19 que “provocou danos irreparáveis, mortalidade e morbidade com taxas relativamente elevadas, e criou sérios transtornos à economia santomense, nos sectores do turismo e atividades conexas, no comércio formal e informal, na agricultura e em outros sectores.” O Presidente da República apelou ao “dever cívico” dos 19 candidatos para “evitar grandes aglomerações” e poupar o país de “enfrentar uma terceira vaga” da covid-19.

Carvalho falou ainda do “fenómeno banho” “que tanto tem manchado os nossos atos eleitorais” e apelou “às candidaturas, no sentido de limitarem ao máximo todos os tipos de ações visando a compra de consciência dos cidadãos eleitores”.

“Explorar a pobreza do cidadão, para beneficiar do seu voto, é imoral e indecoroso”, disse o Presidente da República.

Evaristo Carvalho explicou ao país os motivos da sua não recandidatura ao cargo de Presidente da República.

“Não me recandidatei porque entendi que é tempo de passar o testemunho a gerações mais jovens, capazes de imprimir novas dinâmicas”, explicou o Chefe de Estado que disse esperar que o seu sucessor traga “energia, dinamismo e criatividade” fazendo “mais e melhor, a bem da Nação santomense”.

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