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ONU apoia ações do Presidente da República para manter a democracia e estabilidade em STP

O representante especial do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, para a África Central disse que encontrou “um Presidente que é totalmente empenhado em exercer o seu papel de garante da unidade nacional e da estabilidade do seu país” e que “partilha uma mensagem de esperança e tranquilidade”.

País -
Rádio Somos Todos Primos

O representante especial das Nações Unidas para a África Central destacou hoje o apoio da organização ao Presidente são-tomense para promover a democracia e a paz no país, que aguarda a divulgação dos resultados oficiais das eleições de há uma semana.

“Nós, enquanto representantes das Nações Unidas, estamos empenhados em apoiar a ação do Presidente da República, de a amplificar, de trabalhar com o conjunto dos atores políticos de modo a que a democracia, a estabilidade, a paz, a concórdia social possam se perenizar neste país que nos é caro”, disse Abdou Abarry após encontro com o Presidente são-tomense, Carlos Vila Nova.

É a primeira vez que Abdou Abarry visita São Tomé e Príncipe após assumir as funções há mês. O representante especial do secretário-geral da ONU, António Guterres chegou à capital são-tomense num avião especial das Nações Unidas e foi recebido no aeroporto Nuno Xavier pelo coordenador residente da ONU, sem representantes do Governo são-tomense.

Logo após a sua chegada o representante da ONU disse que além de encontrar-se com o Presidente são-tomense, se reunirá nos próximos dias com o presidente da Assembleia Nacional, Delfim Neves, o primeiro-ministro, Jorge Bom Jesus e “outros responsáveis institucionais, alguns atores políticos e quaisquer personalidades ou estruturas que sejam necessários para permitir uma boa compreensão da situação” pós-eleitoral em São Tomé e Príncipe.  

Depois de se reunir com o chefe de Estado são-tomense no palácio presidencial, Abdou Abarry  disse que transmitiu à Carlos Vila Nova “uma mensagem de apoio às autoridades e ao povo de São Tomé e Príncipe” e encorajou “a continuarem na boa via que constitui hoje um belo exemplo ao nível da região em termos de boa governação, democracia, paz e estabilidade”.

Por outro lado, o representante especial do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, para a África Central disse que encontrou “um Presidente que é totalmente empenhado em exercer o seu papel de garante da unidade nacional e da estabilidade do seu país” e que “partilha uma mensagem de esperança e tranquilidade”.

“O povo de São Tomé e Príncipe deve permanecer unido. A unidade e estabilidade do seu país preocupa-o”, sublinhou, Abdou Abarry antes de deixar presidência são-tomense.

Após uma semana da realização das eleições legislativas, autárquicas e regional, vive-se um clima de tensão política em São Tomé enquanto se aguarda a divulgação oficial dos resultados pelo Tribunal Constitucional.

Os dados provisórios da votação nas legislativas foram apresentados na segunda-feira à noite na sede da Comissão Eleitoral Nacional (CEN), na capital são-tomense, mais de 29 horas após o fecho das urnas, e, pela primeira vez, sem distribuição de mandatos, por partidos, o que motivou protestos de militantes da Ação Democrática Independente (ADI), que queimaram pneus perto das instalações da CEN, rodeadas por militares.

Segundo os dados da CEN, a ADI, oposição, liderada pelo ex-primeiro-ministro Patrice Trovoada, foi o partido mais votado, com um total de 36.549 votos, e reivindica a maioria absoluta de 30 mandatos, enquanto o Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe/Partido Social Democrata (MLSTP/PSD), do primeiro-ministro Jorge Bom Jesus, foi o segundo partido mais votado, com 25.531 votos, a afirma ter elegido entre 22 e 24 deputados.

Após a conclusão do apuramento distrital e da diáspora presididas por magistrados o Movimento Basta (terceiro mais votado) juntou-se a MDFM/UL e A UDD apresentaram um pedido de coligação ao Tribunal Constitucional requerendo “que sejam aproveitados os votos de umas a favor de outra candidatura mais votada da referida coligação”, no caso, o movimento Basta que passaria a contar com mais 2.332 votos do MDFM/UL e da UDD, subindo de 6.874 votos para 9.206 votos.

No inicio da tarde quando chegou a São Tomé, o representante especial das Nações Unidas para a África Central, afirmou que vai procurar garantir que prevaleça “boa tradição de democracia e diálogo” na parte final das eleições legislativas, autárquicas e regional.

“Vim para recolher informações, porque, como sabem, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, segue com bastante atenção a evolução da situação política deste país e emitiu um comunicado em que felicitou o povo são-tomense pela sua maturidade política”, disse Abdou Abarry.

A Assembleia de Apuramento Geral das eleições legislativas de 25 de setembro reúne-se na segunda-feira, no Tribunal Constitucional.

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