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Presidente do Sindicato dos Jornalistas são-tomenses demitiu-se

“Por motivos profissionais e pessoais neste momento sou forçada a fazer uma nova escolha e dar início a uma outra etapa da vida”, sublinha a presidente demissionária, recordando que a sua equipa assumiu o SJS “num momento delicado e que exigiu” “muita abnegação e trabalho”.

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Rádio Somos Todos Primos

A presidente do sindicato dos jornalistas são-tomenses, Iyolanda Graça demitiu-se do cargo, na quarta-feira, 30 de novembro, alegando “motivos profissionais e pessoais”, segundo uma carta enviada à RSTP.

“Tomada pela nostalgia e tristeza própria da decisão e do momento venho colocar à disposição o meu cargo de presidente do Sindicato dos Jornalistas e Técnicos da Comunicação Social para o qual fui eleita por unanimidade pelos meus colegas”, lê-se na carta.

Iyolanda Graça que foi eleita em maio deste ano, tinha prometido trabalhar em parceria com o Governo e outras instituições para assegurar a dignidade laboral e salarial dos profissionais da classe.

“Por motivos profissionais e pessoais neste momento sou forçada a fazer uma nova escolha e dar início a uma outra etapa da vida”, sublinha a presidente demissionária, recordando que a sua equipa assumiu
“a liderança do SJS num momento delicado e que exigiu” de todos “muita abnegação e trabalho junto ao Governo cessante” no sentido resolver “alguns problemas prioritários que há muito afligiam” a classe.

“Assumimos estes desafios com espírito de missão e serviço exclusivamente na defesa dos superiores interesses dos jornalistas e técnicos da comunicação social e pela dignificação da comunicação social em STP”, escreveu.

Iyolanda Graça, diz estar ciente que não conseguiu tudo nem o melhor que almejava, e por isso a sua equipa foi mal entendida por muitos, inclusive pelos colegas membros do SJS.

“Não lamentamos porque sabemos que é assim a vida e o exercício sindical, que é ainda mais difícil quando se representa o setor da comunicação social que foi marginalizado ao longo dos últimos anos, chegando a roçar à beira da miséria num paradoxo com o “status” popular e politicamente correto que nos atribuiu a posição de “QUARTO PODER”.

“Não há e nem haverá quarto poder enquanto não se garantir aos jornalistas e técnicos da comunicação social salários dignos, instalações dignas, materiais, formação adequadas ao exercício da profissão e sobretudo a liberdade de poder informar”, sublinha.

Neste sentido a jornalista são-tomense frisou que “é sempre possível melhorar” salientando “que algumas conquistas já foram alcançadas, nomeadamente, a transição do regime geral da função pública para o quadro privativo, o que reflete numa ligeira melhoria da grelha salarial” dos jornalistas, “a concessão da sede do SJS por um período de 5 anos com caráter renovável, o estabelecimento de acréscimo salarial cuja a implementação deverá ser efetivada o mais breve possível”, bem como a realização de formações e palestras, contactos com entidades nacionais e internacionais em prol dos jornalistas e técnicos e da dignificação da comunicação social, conforme o lema que sempre defendeu.

Yolanda Graça foi a primeira mulher a assumir a liderança do sindicato dos jornalistas, onde foi eleita por aclamação em lista única durante o quinto congresso dos profissionais de imprensa são-tomense, tendo definido como lema do seu mandato “Todos Unidos pela dignificação da Comunicação Social.”

Entretanto, a jornalista são-tomense reconhece “toda a motivação pessoal e profissional que recebeu” na qual a conduziram as conquistas que ficarão para a história do SJS.
Além disso, a presidente cessante anunciou que para os próximos dias, serão dados os expedientes para a convocação do congresso e eleição dos novos órgãos sociais do SJS.

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