Um funcionário da Câmara Distrital de Água Grande, Edjamel da Silva, acusou o presidente da autarquia, Tomé Lopes Pereira, conhecido por “Van Basten”, de o ter despedido sem justa causa, alegadamente por ter apoiado Carlos Vila Nova nas eleições presidenciais de 19 de julho.
Edjamel da Silva deslocou-se à Televisão Santomense (TVS), acompanhado da esposa e de três das suas filhas menores, para tornar pública a denúncia. Segundo o funcionário, tentou por várias vezes falar com o presidente da Câmara para obter esclarecimentos sobre a sua situação, mas não conseguiu ser recebido.
“Fui para lá três vezes para falar com o senhor e o senhor não aceitou falar comigo. Logo de manhã falei com o senhor, e o senhor disse que agora o está ocupado”, disse o funcionário em declarações à TVS.
O denunciante afirma que é pai de sete filhos e que o afastamento agravou as dificuldades financeiras da família. Diz ainda que o salário deste mês não foi pago e que, neste momento, está a sobreviver através de trabalhos ocasionais.
“Eu sou um pai de família, tenho sete filhos, e hoje em dia tudo está caro, até agora não comprei nem mochila, não matriculei nem uma criança”, desabafou.
Edjamel considera que, enquanto cidadão, tem o direito de apoiar livremente qualquer candidato político e acusa o presidente da autarquia de abuso de poder. Anunciou também que pretende apresentar uma queixa junto do Ministério do Trabalho e recorrer a outras instâncias competentes para esclarecer o caso.
Contactado pela TVS, Tomé Lopes Pereira negou as acusações e afirmou que não demitiu nenhum funcionário, acrescentando que desconhece o caso apresentado por Edjamel da Silva.