Porto da ilha do Príncipe em “funcionamento normal ” após remoção do navio MV Rehoboth

Apesar da retoma das operações, o incidente levantou preocupações sobre as condições de segurança e funcionamento da infraestrutura portuária.

Sociedade -
Rádio Somos Todos Primos

O Governo Regional avançou que o Porto da ilha do Príncipe encontra-se “em funcionamento normal”, após a remoção do navio MV Rehoboth, que permaneceu retido durante uma semana na sequência de uma avaria, situação que condicionou o funcionamento da infraestrutura considerada a principal porta de entrada, por via marítima, de produtos e bens essenciais para a população da região.

O MV Rehoboth, proveniente de São Tomé, sofreu um furo na sua estrutura durante a entrada no Porto de Santo António.

Na sequência da avaria, o navio começou a receber água, tendo sido mobilizadas eletrobombas para retirar grandes quantidades de água do interior da embarcação. O navio foi retirado esta quinta-feira, 27 de agosto.

“Os recursos são escassos, custaram um bocado a chegar, mas felizmente chegaram e tínhamos a certeza que, com os recursos que vieram, conseguiríamos libertar o porto”, disse o comandante da Guarda Costeira, Hamilton de Sousa.

Com a remoção do MV Rehoboth, o porto foi desbloqueado e retomou o funcionamento normal, segundo o representante do Governo Regional, Carlos Pinheiro.

“Em momentos de crises nós não entramos em pânico, nós pensamos, encontramos solução e esta foi a solução, o porto já está desbloqueado […] e continuará o funcionamento normal”, frisou.

Apesar da retoma das operações, o incidente levantou preocupações sobre as condições de segurança e funcionamento da infraestrutura.

“Estou feliz, graças a Deus. Tenho uma quantidade de carga também para receber, mas com a expectativa de que o Governo faça o alargamento ou inicie um outro porto”, afirmou um negociante da ilha.

Outra moradora criticou as atuais condições do cais e defendeu uma intervenção do Governo.

“Está mal e em todos os lados. Não há necessidade de, pelo tamanho do porto, o Governo não possa dar um jeito”, reclamou uma cidadã.

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