Jedy Blindado, considerado “Presidente do Rap Santola”, quer ver a nova geração de jovens a fazer o rap em São Tomé e Príncipe, género que abraçou aos 14 anos e que, segundo o artista, já teve maior força e expressão no país.
Jedy “o blindado por Deus”, iniciou a carreira aos 14 anos e tem no projeto “Cobra Preta” uma das marcas do seu percurso musical.
“Agora estamos em 2026. Como eu digo, eu canto o que eu vivo. É um momento”, explicou Jedy, que diz ter escolhido o nome “Cobra Preta” por associação ao animal que considera um dos mais temidos de São Tomé e Príncipe.
Jedy recordou os anos de 2015 a 2017 como um período em que o rap ganhou força no país e diz ter ficado “bem feliz” ao ver o género espalhar-se entre os jovens.
“Agora, olhando para a parte do rap, acho que estamos um bocadinho fraquinhos. Já houve época em que faziam mais rap aqui em São Tomé e Príncipe”, afirmou.
Apesar disso, reconhece o trabalho dos artistas que continuam a apostar no rap e diz que gostaria de ver mais jovens a seguir esse caminho.
“Estão a fazer bem, acredito que estão a fazer bem. Estou a gostar daquilo que estou a ouvir. Como já estava a dizer, quero mais”, afirmou.
O rapper defendeu ainda uma maior aposta na música em crioulo forro.
“Muita coragem. As pessoas dizem que isso é muito difícil, mas quando a gente tem vontade, conseguimos tudo”, afirmou, apelando aos artistas para fazerem música “não só por fazer”, mas com qualidade.
Jedy apelou à nova geração para continuar a explorar o género, recorrendo às novas sonoridades e às tecnologias disponíveis atualmente.