O ministro das Infraestruturas inaugurou hoje uma barcaça da ENAPORT, avaliada em cerca de 500 mil euros e destinada a reforçar a capacidade de transporte de cargas, tendo admitido a intenção do Estado de adotar um novo modelo de gestão para o Porto, que poderá passar pela concessão da gestão operacional.
Segundo o ministro, a infraestrutura tem capacidade para transportar cerca de 24 contentores carregados e 48 vazios.
“É uma barcaça que vai suprir uma necessidade permanente que sempre foi revelada pela ENAPORT. As barcaças que têm ainda disponíveis são duas barcaças que já atingiram o período último. Eu até diria que é preciso que sejam intervencionadas. Esta barcaça reúne todas as condições, mesmo em muito bom estado, para não dizer uma barcaça nova, que vai suprir esta dificuldade”, frisou o ministro das Infraestruturas, Nelson Cardoso, avançando que a infraestrutura provém da Nigéria, através de concurso público internacional, no processo de licitação, ao abrigo da Lei n.º 8/2009 e da contratação pública.
Cardoso relatou que, com esta infraestrutura, o país passa a contar com três barcaças, sendo esta a única adquirida totalmente com fundos do Estado são-tomense.
Na ocasião, o ministro reconheceu a existência de desafios, nomeadamente na aquisição de rebocadores, sublinhando a necessidade de “fazer um upgrade” para melhorar o modelo de gestão.

“É preciso também nós olharmos para este modelo de gestão, que, no entender do Governo, é preciso nós fazermos um upgrade. Nós entendemos que, para este modelo de gestão, pelas dificuldades que temos vindo a constatar ao longo dos anos, não é apenas neste ano, ao longo dos anos, é preciso nós encontrarmos um outro modelo”, afirmou.
O ministro ressaltou que já existe, por parte do Governo, a intenção de estabelecer uma concessão para a gestão operacional do Porto.
“E nós já temos, o Governo já tem um modelo, que podemos dar saltos qualitativos para nós falarmos de uma autoridade portuária e depois encontrar um parceiro para nós darmos uma concessão ao Porto, onde este parceiro se ocupará de toda a gestão operacional do Porto”, concluiu.