Pelo menos três chefes de Estados e dois primeiros-ministros marcam presença, quinta-feira, na tomada de posse do Presidente de São Tomé e Príncipe, Carlos Vila Nova, que inicia o segundo mandato.
Segundo um documento divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros de São Tomé e Príncipe estão confirmadas as presenças dos Presidentes da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang Nguema Mbassogo, da República Democrática do Congo, Félix Tshisekedi, e do Gabão, Brice Cloraire Olingui Nguema.
Também estarão na cerimónia a primeira-ministra de Moçambique, Maria Benvinda Delfina Levi, e o primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro.
A sessão solene de tomada de posse vai decorrer na Assembleia Nacional, com a chegada dos deputados e convidados prevista para às 08:45 locais (mais uma hora em Lisboa).
O ato de posse começa às 10:45 e será presidido pelo vice-presidente da Assembleia Nacional, Arlindo Barbosa, em substituição do presidente do parlamento, Abnildo D’Oliveira, que foi denunciado por incompatibilidade de funções e violação do estatuto dos deputados, após assumir a presidência de um partido diferente daquele para o qual foi eleito.
A sessão termina às 13:00, após o discurso do presidente, reeleito na votação de 19 de julho, Carlos Vila Nova.
No dia 28 de julho, o Tribunal Constitucional são-tomense declarou Carlos Vila Nova como Presidente eleito, com 31.613 votos (55,88%).
O segundo candidato mais votado foi Nito D’Abreu, que obteve 23.457 votos (41,46%), seguido de Miques João, com 900 votos (1,59%) e Eugénio Tiny, com 604 votos (1,07%).
No dia em que foram anunciados os resultados preliminares, Carlos Vila Nova afirmou contar “com todos”, para reconstruir o país, incluindo com os que fizeram “uma escolha diferente”.
O chefe de Estado, eleito para novo mandato de cinco anos, garantiu que “a partir deste momento não há vencedores nem vencidos” e defendeu que “o país precisa definitivamente de virar a página da divisão, do ressentimento, da perseguição e do discurso do ódio”.
Numa conferência de imprensa na sede da candidatura, Vila Nova assegurou também que “a pacificação social será uma das grandes prioridades do mandato”, admitindo que “não haverá desenvolvimento económico sem estabilidade social, não haverá progresso sem unidade social”.
“Estenderei a mão a todas as forças políticas, às Igrejas, aos jovens, às mulheres, aos trabalhadores, aos empresários, à diáspora e à sociedade civil”, prometeu.
Carlos Vila Nova, que não contou agora com o apoio oficial da Ação Democrática Independente (ADI), recandidatou-se suportado por uma plataforma que incluiu o Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP), o Movimento Basta, a União para Democracia e Desenvolvimento (UDD), o Movimento Democrático Força da Mudança (MDFM), Partido de Convergência Democrática (PCD) e Partido Nossa Terra. Mas também de uma ala da oposição da própria ADI.
São Tomé e Príncipe prepara-se agora para as eleições legislativas, autárquicas e regional marcadas para 27 de setembro.