Ministro da Saúde reconhece partidarização do setor e “desafia” Ordem dos Médicos a contribuir para a mudança 

A bastonária da Ordem reconheceu a novidade e a inovação relacionadas com a instituição, com a adesão de novos médicos.

Sociedade -
Rádio Somos Todos Primos

O ministro da Saúde, Celso Matos, referiu que o setor tem sido “vítima de instabilidades governativas” e de partidarização e apelou à Ordem dos Médicos para “aceitar o desafio” de contribuir para a melhoria da estrutura organizacional e para a mudança do sistema nacional de saúde.

O apelo foi deixado durante o 11.º Congresso Ordinário da Ordem dos Médicos de São Tomé e Príncipe.

“Devemos confessar que o Ministério da Saúde tem sido vítima, ao longo dos tempos, das instabilidades governativas, também da excessiva partidarização do aparelho do Estado e isso tem trazido grandes consequências para o nosso ministério. Um ministério sensível, de grande responsabilidade social, não deveria ser tratado de nenhuma forma com nenhum tipo de leveza”, destacou.

Segundo a Bastonária da Ordem, Lagchar Barreto, atualmente, encontram-se inscritos na Ordem 148 médicos, com uma grande adesão de profissionais jovens, muitos dos quais regressam ao país, apesar dos desafios e limitações reconhecidos no setor da saúde em São Tomé e Príncipe.

O congresso, realizado anualmente, enquadra-se no âmbito da celebração do mês do médico são-tomense, em setembro. Durante o encontro, foram abordados assuntos relacionados com a atuação dos médicos no setor da administração pública.

“A classe médica está cada vez mais renovada, temos mais médicos a fazerem parte do sistema. Temos mais médicos jovens, os quais poderão, sim, implementar novas dinâmicas, por estarem a par daquilo que são as novas tecnologias e implementá-las ao nível nacional”, frisou a bastonária da Ordem dos Médicos, Lagchar Barreto, reconhecendo, apesar disso, a fragilidade do sistema nacional de saúde.

Na ocasião, Matos defendeu que é necessário que todos os partidos convirjam numa ideia de mudança para a melhoria do setor, que considerou estar fragilizado.

“Todos os partidos políticos, todos os deputados da nação devem convergir na ideia de que, na saúde, a atuação deve ser diferente, mesmo na colocação da pessoa, colocar as pessoas certas nos lugares certos para que a estrutura organizacional do Ministério da Saúde tenha uma estabilidade”, disse.

“Eu chamo a Ordem para contribuir no desafio que é mudar o sistema nacional de saúde”, concluiu.

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