Os são-tomenses exigiram do próximo Governo melhorias nas condições do hospital, o reforço dos setores da saúde e das infraestruturas e maior proximidade com a população, numa altura em que alguns se mostram descrentes da classe política face aos desafios que o país enfrenta.
“A prioridade é o nosso hospital. O hospital não tem medicamentos, não tem água. A coisa está muito mal no nosso país”, disse o motoqueiro Pascoal.
São Tomé e Príncipe acolhe este domingo, 27 de setembro, as eleições legislativas, autárquicas e regionais, com as campanhas dos partidos a decorrer no terreno até esta sexta-feira, 25 de setembro .
Contrariamente às campanhas para as eleições presidenciais, realizadas em julho, observam-se poucas movimentações e uma menor exposição de cartazes dos partidos pela capital.
Alguns populares dizem-se descrentes da classe política, face aos desafios enfrentados pela população. Em declarações à RSTP, destacaram algumas prioridades que consideram não dever ser ignoradas.
“Em São Tomé, a primeira prioridade, como já dissemos, é a saúde, a higiene na nossa cidade e, em segundo lugar, a água potável”, afirmou o sapateiro Edilson Pereira, defendendo uma maior proximidade entre o Governo e a população, através de uma escuta ativa nas comunidades.
Segundo os populares, o próximo Governo deverá buscar maior proximidade com a população, de forma a proporcionar uma melhor compreensão dos processos de governação e promover um desenvolvimento mais inclusivo e responsável.
Sete partidos foram aceites pelo Tribunal Constitucional para as eleições legislativas e encontram-se no terreno na caça ao voto, apresentando as suas prioridades para os quatro anos da próxima legislatura.
Às eleições legislativas, autárquicas e regionais de 27 de setembro, em São Tomé e Príncipe, concorrem quatro partidos com assento parlamentar: a Ação Democrática Independente (ADI), o Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP), a coligação Movimento de Cidadãos Independentes-Partido Socialista/Partido de Unidade Nacional (MCI-PS/PUN) e o Movimento BASTA.
Outros três partidos, sem assento parlamentar, vão a votos: o Partido de Convergência Democrática (PCD), o Movimento Democrático Força da Mudança (MDFM) e o recém-criado Movimento Político Nossa Terra.
Para as legislativas estão em disputa 55 assentos da Assembleia Nacional e estão inscritos mais de 146 mil eleitores, um aumento de quase quatro mil em relação às eleições presidenciais de 19 de julho, quando foi reeleito Carlos Vila Nova, à primeira volta.