Eleições’26: PM e líder da ADI confiante na vitória, sem afastar entendimentos para a governação

O atual primeiro-ministro justificou a convicção e apelo, “porque o país precisa de avançar, precisa de todos os são-tomenses e o novo Governo deverá, realmente continuar a criar as condições para que o país consiga a avançar e desenvolver”.

País -
Rádio Somos Todos Primos

O primeiro-ministro são-tomense e líder da Ação Democrática Independente (ADI) afirmou-se hoje confiante na vitória nas eleições, sem descartar entendimentos para “uma base alargada de governação” afim de continuar a “criar as condições para o país avançar e desenvolver-se”.

“O sentimento que tenho é de vitória, que a ADI vence estas eleições. Aproveito esta oportunidade para apelar a todos os são-tomenses que afluam às urnas, exerçam o seu dever cívico e o seu direito consagrado na Constituição”, afirmou Américo Ramos, após votar numa das mesas da localidade de Maianço, no distrito de Lobata.

O atual primeiro-ministro justificou a convicção e apelo, “porque o país precisa de avançar, precisa de todos os são-tomenses e o novo Governo deverá, realmente continuar a criar as condições para que o país consiga a avançar e desenvolver”.

Questionado sobre as declarações do Presidente da República, Carlos Vila Nova, que disse esperar que o vencedor das eleições consiga Governar, Américo Ramos disse partilhar da mesma opinião, sem descartar o entendimento com outros partidos.

“Estamos a falar de uma democracia, quer dizer que a maioria é que vence e quem tiver maioria deve formar o Governo, sem descartar a hipótese de haver um entendimento entre os partidos e criar aí uma base alargada de governação”, defendeu.

“Mas é algo que só podemos dizer depois do término da votação. Quem vencer é que saberá, mas uma vez vencida é o partido que vencer que tem que formar o Governo”, acrescentou Américo Ramos, que foi escolhido pelo Presidente da República para ocupar o cargo de primeiro-ministro após a demissão do anterior executivo liderado por Patrice Trovoada.

As assembleias de voto abriram hoje pelas 07:00 em São Tomé e Príncipe, mas sem grande afluência.

A estas eleições concorrem quatro partidos com assento parlamentar: Ação Democrática Independente (ADI); Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP); a coligação Movimento de Cidadãos Independentes/Partido de Unidade Nacional (MCI-PUN); e o Movimento Basta.

Outros três partidos sem assento parlamentar vão a votos: o Partido de Convergência Democrática (PCD), o Movimento Democrático Força da Mudança (MDFM) e o recém-criado Movimento Político Nossa Terra.

Para as legislativas estão em disputa 55 assentos da Assembleia Nacional e estão inscritos 146.929 eleitores, mais quase quatro mil eleitores em relação às eleições presidenciais de 19 de julho, quando foi reeleito Carlos Vila Nova, à primeira volta, registando-se então uma abstenção de 58,81%.

Últimas

Topo