O presidente do Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP) mostrou-se hoje convicto que voltará ao poder a partir de hoje e prometeu formar um Governo que não seja composto apenas por militantes do partido, em caso de vitória nas eleições legislativas que se realizam hoje.
“O carinho que recebemos do nosso povo… nós quase temos a certeza absoluta que seremos poder a partir de hoje à noite”, afirmou, Américo Barros, convicto, após ter votado numa das assembleias de voto localizada no Instituto Superior de Educação e Comunicação da Universidade de São Tomé e Príncipe.
“A partir de amanhã, depois da vitória, o primeiro contacto será com o Presidente da República. Depois de (…) definirmos a estratégia de uma maior coesão e integração de todos para o avanço do país, irei também encetar contactos com todos os órgãos de soberania, as confissões religiosas, a sociedade civil, a diáspora, de formas a montarmos um Governo que não seja apenas de elementos do MLSTP, ou seja, de militantes do MLSTP”, garantiu Américo Barros.
O líder do maior partido da oposição, que não vence umas legislativas há 24 anos, justificou a convicção com o lema do partido que é “todos contam e ninguém fica de fora”.
“Daí que, onde haja competências, seja ela na sociedade civil, seja ela nos outros partidos políticos e na diáspora, teremos que nos unir para o bem de São Tomé e Príncipe”, precisou.
Às eleições legislativas, autárquicas e regional de hoje em São Tomé e Príncipe concorrem quatro partidos com assento parlamentar: Ação Democrática Independente (ADI); Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP); a coligação Movimento Cidadão Independente/Partido de Unidade Nacional (MCI-PUN); e o Movimento Basta.
Outros três partidos sem assento parlamentar vão a votos: o Partido de Convergência Democrática (PCD), o Movimento Democrático Força da Mudança (MDFM) e o recém-criado Movimento Político Nossa Terra.
Para as legislativas estão em disputa 55 assentos da Assembleia Nacional e estão inscritos 146.929 eleitores, mais quase quatro mil eleitores em relação às eleições presidenciais de 19 de julho, quando foi reeleito Carlos Vila Nova, à primeira volta, registando-se então uma abstenção de 58,81%.