Eleições’26: Levy Nazaré demite-se da presidência do Movimento Basta, mas fica até haver novo Governo

País -
Rádio Somos Todos Primos

O presidente do Movimento Basta Levy Nazaré anunciou hoje a demissão, alegando não ter alcançado o objetivo de vencer as eleições legislativas, apesar de eleger dois deputados, mas ressalvou que se manterá no cargo até existir um novo Governo do qual garantiu que não fará parte.

“Coloquei o meu lugar de presidente do partido do Movimento Basta à disposição. (…) Tem de ser marcado um congresso extraordinário e nesse congresso extraordinário eletivo não serei mais candidato a presidente”, assegurou.

Levy Nazaré estimou que o partido manteve os dois deputados no parlamento e a autarquia de Lobata, mas apontou que o facto de o partido não ter crescido sob a sua presidência dita a sua saída.

“Mesmo pondo já o meu lugar à disposição, nessas próximas semanas irei, obviamente, presidir a qualquer delegação do partido (…) até se concluir todo esse processo, até que se encontre um Governo estável, um Governo com suporte parlamentar”, explicou.

O dirigente partidário rejeitou qualquer possibilidade de vir a integrar o novo executivo: “Não estou disponível para ser membro do Governo. Mas não quero com isso dizer que (…) outros dirigentes do partido não possam ser chamados e fazer parte do Governo”.

Segundo Levy Nazaré, os resultados preliminares das legislativas mostram que “ninguém ganhou com maioria absoluta” e que “existe quase um empate técnico”, pelo que se desconhece “as maiorias que poderão surgir no parlamento”.

O Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP) conquistou mais 367 votos do que a Ação Democrática Independente (ADI) nas eleições legislativas de domingo, avançou hoje a Comissão Eleitoral Nacional (CEN).

Em conferência de imprensa para divulgar os resultados preliminares, o presidente da CEN, Jeudiger do Nascimento, recusou avançar o número de mandatos conquistados pelos partidos nos respetivos círculos eleitorais, afirmando que esta é uma competência do Tribunal Constitucional (TC).

Pouco depois, o primeiro-ministro da ADI, Américo Ramos, admitiu um empate técnico entre o seu partido e o MLSTP, cada um com 24 mandatos assegurados no parlamento.

Contudo, o líder do MLSTP já declarara antes vitória, garantindo que o partido conquistou um número superior a 26 mandatos, perto da maioria absoluta.

Américo Barros organizou mesmo esta tarde uma caravana pela capital para celebrar a conquista, 24 anos depois de ter sido a formação política mais votada numas legislativas.

Segundo a comissão eleitoral, dos quase 150 mil eleitores inscritos, só foram contabilizados 47.203 votos válidos, com o MLSTP a garantir 17.551 e a ADI 17.184.

Já o Movimento Basta assegurou 4.410 e a coligação Movimento de Cidadão Independente/Partido de Unidade Nacional (MCI-PUN) 4.142.

A abstenção foi ligeiramente menor do que o valor recorde verificado nas presidenciais de julho (58,81%), mas ainda assim atingiu os 58,66%.

Nas legislativas, concorreram quatro partidos com assento parlamentar: Ação Democrática Independente (ADI); Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP); a coligação Movimento de Cidadão Independentes/Partido de Unidade Nacional (MCI-PUN); e o Movimento Basta.

E outros três partidos sem assento parlamentar: o Partido de Convergência Democrática (PCD), o Movimento Democrático Força da Mudança (MDFM) e o recém-criado Movimento Político Nossa Terra.

Para as legislativas estavam em disputa 55 assentos da Assembleia Nacional e quase 150 mil eleitores encontravam-se inscritos, um aumento de quase quatro mil em relação às eleições presidenciais de 19 de julho, quando foi reeleito Carlos Vila Nova, à primeira volta.

Últimas

Topo