Uma família de quatro pessoas ficou sem abrigo na sequência de um incêndio que destruiu por completo a residência em Água-Bobo, na tarde de hoje, tendo o proprietário sido vítima de um incêndio semelhante em 2023.
A casa, onde Lino Silva vivia com a mulher e dois netos, foi consumida pelas chamas. As causas do incêndio são desconhecidas.
“Eu saí de casa e desliguei o disjuntor do quadro e fui à praça. Na praça ligaram-me a dizer que a minha casa está a incendiar. […] E é a segunda vez, em 2023 foi a mesma coisa”, contou Lino Silva, visivelmente abalado.
Esta é a segunda vez que Lino Silva perde uma residência para as chamas. A casa tinha sido reconstruída pela família há menos de três anos, depois do incêndio ocorrido em 2023.
Os bombeiros chegaram ao local, mas tiveram a intervenção condicionada pelas condições da via de acesso à zona habitacional. Ainda assim, conseguiram impedir que as chamas se alastrassem às residências próximas.

“Nós chegámos e fizemos o intercalamento das mangueiras e conseguimos dar cobro à situação, visto que, se não chegássemos a tempo e hora, [o fogo] poderia pegar outras residências próximas”, explicou o chefe de equipa dos bombeiros, Tiago.
Entre as dificuldades encontradas no local, os bombeiros destacaram as condições da via de acesso, que condicionaram a rapidez da intervenção.
Lino Silva perdeu todos os seus bens no incêndio e, sem condições para permanecer na residência, deixou um apelo por ajuda.
“Tudo ficou em cinzas. […] Pessoas de boa vontade que puderem dar um apoio, estou disposto a receber”, afirmou.
Polícia reformado, Lino Silva reside na capital há vários anos e disse não saber onde irá passar a noite, uma vez que os seus familiares residem fora da capital.