Associação Bué Fixe encerra ciclo de oficinas educativas sobre saúde para jovens

A iniciativa contou com apoio da ONG portuguesa OIKOS, financiada pela União Europeia e o Camões, Instituto da Cooperação e Língua de Portugal.

Juventude -
Rádio Somos Todos Primos

A associação Bué Fixe encerrou o ciclo de oficinas educativas sobre saúde para jovens no âmbito do projeto “Oficinas de Prevenção e Saúde para o Empoderamento das Mulheres”, iniciativa que visa promover o acesso à informação sobre saúde mental,  menstrual e a prevenção do cancro do colo do útero.

Segundo a nota enviada à RSTP, as formações decorreram na Biblioteca Nacional e encerraram nesta terça-feira.

“O projeto procurou criar espaços seguros de diálogo, partilha de experiências e aprendizagem, incentivando atitudes informadas e responsáveis em relação à saúde, particularmente em áreas que continuam a ser marcadas por tabus, desinformação, medo e silêncio”, disse.

Ao longo da implementação, foram realizadas três oficinas temáticas em diferentes espaços, com o objetivo de aproximar a informação das comunidades e envolver participantes de diferentes faixas etárias e contextos sociais.

A primeira oficina, “O Estendal das Emoções”, foi dedicada à saúde mental de jovens e raparigas, proporcionando um espaço de expressão emocional, escuta e reflexão sobre a importância de reconhecer e compreender as emoções, cuidar do bem-estar psicológico e procurar apoio sempre que necessário.

A segunda oficina, “O Mapa do Meu Ciclo”, abordou a saúde menstrual, promovendo o conhecimento sobre o ciclo menstrual, o autocuidado e a desconstrução de mitos e preconceitos que ainda dificultam conversas abertas e informadas sobre a menstruação.

A terceira e última oficina, realizada na Biblioteca Nacional, dia 29 de setembro de 2026, dedicada à prevenção do cancro do colo do útero, através da atividade “Mito e Prevenção”. A sessão teve como objetivo desmistificar a doença, esclarecer dúvidas, combater informações incorretas e sensibilizar os participantes para a importância da prevenção, da vacinação contra o HPV, do rastreio e do acompanhamento pelos serviços de saúde, de acordo com as orientações dos profissionais de saúde.

 “Embora a iniciativa tenha como público prioritário as mulheres e as raparigas, a participação de rapazes constituiu também um elemento importante, reforçando a necessidade de envolver toda a comunidade na promoção da saúde, no combate aos preconceitos e na construção de uma sociedade mais informada, inclusiva e consciente”, citou.

O documento reforçou ainda que “mais do que transmitir informação, a iniciativa procurou criar oportunidades para que cada participante pudesse aprender, partilhar, questionar e tomar decisões mais conscientes sobre a sua saúde e o seu bem-estar”.

A continuidade de ações desta natureza representa um passo importante para quebrar silêncios, combater a desinformação e promover comunidades mais saudáveis, participativas e empoderadas.

A iniciativa contou com apoio da ONG portuguesa OIKOS, financiada pela União Europeia e o Camões, Instituto da Cooperação e Língua de Portugal.

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