A Polícia Nacional de São Tomé e Príncipe apreendeu pelo menos 133 objetos feitos com carapaças de tartaruga, numa operação realizada em conjunto com a Direção do Ambiente e o programa TATÔ.
Segundo o comandante da Unidade de Proteção e Ambiente, Elísio Correia, foram apreendidos materiais na posse de cinco indivíduos, nos pontos de Pica-Pau, Ilhéu das Rolas e Pico Cão Grande, locais de grande afluência turística.
Apesar das recorrentes ações de sensibilização para a preservação das tartarugas, o uso e a comercialização das suas carapaças têm sido práticas frequentes.
“É triste ver que ainda se usa carapaça de tartaruga assada para fazer artesanato, mediante todas as ações de sensibilização que nós temos vindo a fazer ao longo dos anos”, frisou o representante do programa TATO, Antunes de Pina.
A Polícia Nacional reforçou que prosseguirá com as ações de patrulhamento e fiscalização.
“Não vamos parar por aí, vamos continuar a fazer e, por ser a primeira vez, não iremos aplicar a coima como dizem as normas, mas vamos, sim, advertir os nossos artesãos e destruir esses objetos desta vez”, explicou o 2.º comandante da Polícia Nacional, Hélder dos Santos.
Segundo a Polícia Nacional, está encerrada a fase de sensibilização, iniciando-se agora a etapa de aplicação de coimas e responsabilização de todos quantos praticam estas ações.
“Nessa fase, nós fizemos a apreensão e estamos a fazer o apelo para que as pessoas adotem uma conduta mais responsável, não aplicando as coimas previstas na lei nesta primeira fase. No entanto, fica desde já advertido que, numa próxima ação desta natureza, terá obviamente consequências decorrentes da legislação em vigor”, afirmou o representante da Direção do Ambiente, Ruivo Leite.