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IX Bienal: “A terra e a mulher” em destaque na exposição do artista senegalês Seyni Gadiaga

Seyni Gadiaga

A participação do artista senegalês surge na sequência do convite do coordenador da CACAU e curandeiro da IX Bienal, João Carlos Silva que enaltece Seyni Gadiaga como mestre de grandes artistas são-tomenses.

“Obrigado Seyni Gadiaga, estamos a fazer uma pequena homenagem ao mestre de arte visuais do Senegal […] (Ele é o grande mentor dessa nova geração de artistas [são-tomenses]), por estar connosco na IX edição Bienal à (re) descoberta de Nós que este ano, como sabem, colocou assento tónico nas artes performativas, mas não deixou de dar atenção muito especial as artes .”


Há mais de 14 anos que Seyni Gadiaga estabeleceu relação com São Tomé e Príncipe tendo sido professor de vários artistas são-tomenses que hoje se tornaram grandes artistas internacionais, nomeadamente Kuami Sousa, Olavo Amado, Guilherme, Rener Tavares, Adilson Castro, entre outros.
“O João Carlos pediu-me para ensinar alguns artistas, os jovens que querem fazer arte, eu fui o professor eu ensinei-os e hoje são grandes artistas.” declarou, Seyni Gadiaga.

“Esses quadros realizei fazendo um grande trabalho entre a terra e a mulher, pelo amor a terra e pela mulher, a elegância […] quando nós juntamos as duas: a terra e a mulher, temos um intercâmbio muito positivo, é o caminho de festejar a vida e por cantar a vida também.” explicou à RSTP o artista, Seyni Gadiaga.


A abertura da exposição foi testemunhada por dezenas de pessoas que também enalteceram o trabalho do artista.


“Eu tinha muita curiosidade de ver um artista senegalês, o trabalho dele e fiquei deslumbrada, quando olhei para os três quadros que são três mulheres a primeira expressão que veio-me foi a elegância e o próprio autor chamou o quadro de Elegância.” manifestou, Catarina Rodrigues.


O artista angolano Miguel Hurst considerou que “Seyni Gadiaga é um mestre da pintura, ele é um mistério, e basta olhar para os quadros ele disfarça as suas pinturas debaixo de um véu, parece que ele pinta por detrás de um nevoeiro e depois coloca o nevoeiro por frente das pinturas que ele mostra”.

Escrito por: Dionísia Costa

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