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Diretor do Museu defende mais envolvimento da juventude na preservação da história do país

história

O diretor do Museu Nacional, Gilson da Conceição defendeu mais envolvimento da juventude são-tomense na preservação da história cultural de São Tomé e Príncipe, sublinhou que esta não deve ser uma missão apenas dos governantes.

O responsável falava à imprensa, no âmbito das comemorações dos 72 anos de 03 de fevereiro de 1953, Dia dos Mártires da Liberdade.

O engajamento deve ser de todos, a missão de educar uma nação é uma missão extremamente difícil, ainda mais em tempos modernos onde nós sofremos com a globalização e outros fenómenos. Portanto, creio que deixar esta missão simplesmente para os atores culturais e autoridades competentes é extremamente difícil. Deve haver um engajamento nacional”, afirmou Gilson da Conceição.

O Ministério da Educação tem feito um papel extremamente importante neste processo, mas é um processo contínuo e que leva tempo”, acrescentou o responsável do Museu Nacional, reforçando que a juventude precisa apropriar-se mais da cultura e da memória histórica do país.

Gilson da Conceição defendeu ainda que os jovens, principalmente a camada estudantil “não podem relegar este plano para terceiros e justificar ou culpabilizar que não está a aprender ou a interiorizar os ensinamentos históricos devido os constrangimentos do próprio país”.

A juventude precisa ir atrás do conhecimento […] é este papel que a juventude precisa abraçar à esta causa, mas, contudo, eu acho que estamos a pautar para um bom caminho”, vincou.

Sou da opinião que os estudantes precisam aprender tudo […] no nosso currículo escolar temos matérias sobre a história de São Tomé e Príncipe, desde a chegada dos navegadores portugueses até a primeira e a segunda república, então, creio que [estas histórias] precisam sim de uma revisão, e já está a se trabalhar nesta revisão para que seja de uma forma mais intensificada e massificada estes ensinamentos aos estudantes”, avançou.

Como nos anos anteriores, a celebração do 03 de fevereiro será marcada pela “marcha da liberdade”, com a participação de centenas de jovens, partindo da Praça da Independência até Fernão Dias, aonde decorrerá o ato central presidido pelo Presidente da República, Carlos Vila Nova.

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