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General Horta N´ta empossado Presidente de transição da Guiné-Bissau

O general Horta N’ta foi hoje empossado Presidente de transição da Guiné-Bissau, numa cerimónia que decorreu no Estado-Maior General ds Forças Armadas guineense, um dia depois de os militares terem tomado o poder.

A informação foi veiculada nas redes sociais de meios de comunicação guineenses, nomadamente a Televisão da Guiné-Bissau (TGB), e internacional.

A DW África, refere que segundo os militares, a “transição deverá durar um ano” e o “acesso a redes foi sociais restringido”.

O general Horta N’ta foi foi até então chefe de Estado-Maior particular do Presidente cessante, Umaro Sissoco Embaló.

General Horta N’ta

O Alto Comando Militar, que depôs o Presidente da República cessante, Umaro Sissoco Embaló, na quarta-feira, 26 de novembro, informou que encerrou, “até novas ordens, todas as instituições da República da Guiné-Bissau”.

Informou ainda que estão suspensas “as atividades de todos os órgãos de comunicação social”, assim como decidiu “suspender imediatamente o processo eleitoral em curso”.

Os militares encerraram também todas as fronteiras do país, terrestres, marítimas e espaço aéreo nacional, e estabeleceram “recolher obrigatório das 19:00 até 06:00, até repostas as condições necessárias para restaurar a normalidade constitucional do Estado guineense”.

No comunicado, explicou que se trata de uma reação “à descoberta de um plano em curso de destabilização do país”, atribuído a “alguns políticos nacionais com a participação de conhecidos barões de droga nacionais e estrangeiros”.

Segundo os militares, o plano consistiria na “tentativa de manipulação dos resultados eleitorais” das eleições gerais de domingo, cuja divulgação estava agendada para quinta-feira.

O Alto Comando Militar acrescenta que “foi descoberto pelo Serviço de Informação de Estado um depósito de armamento de guerra” destinado à “efetivação desse plano”.

O Alto Comando Militar exercerá o poder do Estado a contar da data de hoje “até que toda a situação seja convenientemente esclarecida e respostas as condições para o pleno retorno à normalidade constitucional”, acrescenta.

Os militares apelam “à calma, à colaboração dos guineenses e compreensão de todos perante” o que classificam como “grave situação imposta por uma emergência nacional”.

Este golpe militar em curso na Guiné-Bissau surge depois de terem sido ouvidos tiros de armas ligeiras e de guerra no centro da cidade de Bissau, capital da Guiné-Bissau, desde as 12:40, segundo relatos feitos à Lusa via telefone por testemunhas no terreno.

As missões de observação eleitoral da União Africana e da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) tinham afirmado que o processo eleitoral decorreu de forma “ordeira e organizada”, pedindo respeito pela vontade dos eleitores e pelos princípios democráticos, num balanço preliminar das eleições na Guiné-Bissau feito no início da semana.

Na terça-feira, e já depois de o candidato Fernando Dias da Costa se ter declarado vencedor das eleições sem necessidade de uma segunda volta, o porta-voz de Sissoco Embaló disse igualmente que “tudo indica que não haverá segunda volta”, mas não adiantou os resultados alcançados pelo então Presidente da República na votação de domingo.

Em declarações feitas antes do golpe de Estado em curso, Óscar Barbosa exortou os guineenses “a manterem serenidade e que aguardem pela divulgação dos resultados das eleições pela Comissão Nacional de Eleições (CNE), a ser feita na quinta-feira”.

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