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Sinistrados dormem ao relento após incêndio que consumiu mais de duas casas em Atrás do Cemitério

Mais de duas famílias encontram-se sem abrigo e a dormir ao relento, após um incêndio que consumiu por completo três casas e deixou outras duas parcialmente destruídas, na localidade de Atrás do Cemitério, e apelam por apoio das autoridades e da população para a resolução da situação face a vulnerabilidade em que se encontram.

“Sinto-me muito triste, porque choveu e estamos debaixo da chuva. As roupas secaram no nosso corpo e estamos aqui, debaixo da casa de alguém, a dormir na rua. Pedimos apoio. Não há ninguém para nos dar uma mão, todas as mães estão a dormir na rua”, disse a sinistrada Kinina Vila Nova, mãe de sete filhos, que já havia sido vítima de incêndio ocorrido em 2024.

De acordo com os residentes, o fogo surgiu “sem causa”, enquanto parte dos residentes encontravam-se no quintal de uma vizinha.

Kinina, que perdeu todos os seus bens, explicou, em declarações à RSTP, que a família tem enfrentado dificuldades, inclusive para garantir uma alimentação adequada.

“Estamos aqui e nem temos o que comer. Alguém nos deu 50 dobras, fomos comprar comida, colocámos no plástico e estamos a comer como se fôssemos cães. Eu não salvei nada, nem documento nem nada, perdi tudo”, lamentou a sinistrada.

Segundo o proprietário, a casa abrigava um número elevado de pessoas. O incêndio tomou proporções elevadas e embora os bombeiros tivessem chegado ao local, não tiveram êxito nas intervenções.

As famílias afetadas pedem apoio urgente do Governo e da população, face à situação de vulnerabilidade em que se encontram.

Pedimos às pessoas de boa vontade que nos dêem uma mão”, apelou Abel Espírito Santo, que relatou já ter sido vítima de quatro incêndios.

Para os que pretendem ajudar podem contactar os números: 9909382; 9960164 e 9952722.

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