Os funcionários dos setores administrativos das instituições afetas ao Ministério da Saúde, prometem manter, por tempo indeterminado, a greve iniciada na terça-feira, até o Governo assumir a aprovação do estatuto da classe, e corrigir “injustiça salarial” que diminuiu o rendimento da classe após ajuste do salário da Função Pública.
“Estamos em greve devido a algumas injustiças que temos vindo a constatar, sobretudo a injustiça salarial. Neste momento, por causa do reajuste salarial, saímos muito prejudicados em termos de remuneração. O outro ponto tem a ver com o estatuto da carreira administrativa. Todas as outras associações profissionais já têm o seu estatuto, menos os administrativos, por uma questão de discriminação e falta de respeito”, disse o funcionário administrativo, Mário Pires.
Segundo os funcionários, o ajuste salarial reduziu significativamente os seus rendimentos face ao custo de vida, tendo provocado uma redução de cerca de “duas mil dobras em relação ao salário anterior”.
“Nós tínhamos um salário e passámos a ter outro. Temos dívidas com bancos e outras despesas. Hoje em dia, os preços das coisas estão a aumentar e o salário, em vez de aumentar, passa a diminuir. Essa é a razão de estarmos a fazer greve, para tentar equilibrar as coisas”, afirmou o funcionário, António Rita.
Além de paralisar o setor administrativo do Hospital Central, a greve afetou igualmente os centros e postos de saúde espalhados pelos distritos do país.
Cleide Bandeira, funcionária, decreveu que “há serviços mínimos, com médicos e enfermeiros a atender os doentes, mas a parte administrativa não está a funcionar, como cobrança, atendimento, secretaria, recursos humanos, contabilidade, marcação de consultas e levantamento de processos. Está tudo parado”.
Apesar da greve, os representantes sindicais continuam em negociações com o Governo.
