O Movimento Basta criticou o Governo e o partido ADI pela crise energética, escassez de água e medicamento, bem como o “aumento do custo de vida” durante o ano 2025, afirmando que “o país enfrenta uma crise profunda de governação”, mascada por “instabilidade e improvisação”.
“O ano de 2025 ficará registado como um dos períodos mais difíceis para ávida quotidiana dos são-tomenses, dos agentes económicos em todas as áreas de negócios, bem como a população em geral. A instabilidade política, a degradação das condições de governação e a incapacidade do Estado em assegurar serviços essenciais expuseram fragilidades profundas na condução dos assuntos públicos”, declarou o presidente do Movimento Basta.
Na leitura de uma declaração política, por ocasião do fim do ano, Levy Nazaré, sublinhou que “a crise energética agravou-se ao longo de 2025, com cortes frequentes no fornecimento de eletricidade, afetando lares, hospitais, empresas, escolas e serviços públicos”.
“O Governo revelou incapacidade de planear, comunicar e executar soluções sustentáveis, limitando-se a medidas paliativas, promessas não cumpridas e discursos desconectados da realidade”, declarou o presidente do Basta.
Levy Nazaré lamentou que “o acesso à água potável”, que é “um direito básico e condição mínima de dignidade humana, continuou a ser negado a milhares de cidadãos”, afirmando que “bairros inteiros viveram semanas sem abastecimento regular, obrigando famílias a recorrer a fontes inseguras, com graves riscos para a saúde pública”.
Segundo o presidente do Movimento Basta, “ao longo de 2025, a falta de medicamentos essenciais no hospital e centros de saúde atingiu níveis alarmantes […] colocando vidas em risco”.
Para Levy Nazaré, “esta situação revela não apenas falhas logísticas, mas uma profunda crise de governação no setor da saúde, marcada pela ausência de planeamento, transparência e responsabilidade política”.
“O balanço político de 2025 é claro: o país enfrenta uma crise profunda de governação que se manifesta na ausência de serviços essenciais, no agravamento das condições de vida da população e na falta da liderança política responsável”, concluiu Levy Nazaré.
