A ministra do Ambiente, Nilda da Mata, anunciou que o Governo está a procura de financiamento para a construção de um aterro sanitário num terreno de cerca de 12 hectares, em Mega Godinho, distrito de Lobata, para melhorar a recolha e tratamento de lixo, e pôr fim à lixeira a céu aberto na zona de Penha, que ao longo dos anos tem causado incómodo à população.
Nilda da Mata, que falava à RSTP durante uma cobertura sobre o aumento do lixo em diversas zonas do país, salientou que o projecto já realizou várias pesquisas e que, neste momento, estão a ser feitos estudos de viabilidade, através de uma consultoria da União Europeia.
“O processo de construção de um aterro sanitário está em curso. Nós já temos o terreno. São 12 hectares cedidos pelo Ministério da Agricultura, Pescas e Desenvolvimento Rural, localizado em Mega Godinho, onde foi feito todo o levantamento. Não há problemas em termos ambientais”, explicou a ministra do Ambiente, Nilda da Mata.
Há uma consultoria contratada pela União Europeia que está a realizar “o estudo de viabilidade” para se avançar com a construção.
São Tomé tem observado, ao longo dos anos, um crescimento acentuado da produção de resíduos sólidos, situação que tem gerado descontentamento da população e colocado em causa a imagem da ilha, recentemente consagrada Reserva da Biosfera da UNESCO.
A fraca colaboração da população, associada à falta de meios para a recolha e tratamento adequado dos resíduos em tempo útil, tem permitido o surgimento de pequenas lixeiras espalhadas por quase todos os cantos e comunidades do país, num cenário marcado por mau cheiro, proliferação de moscas e fumo resultante de várias queimas ao longo do dia.
“Aqui queima-se lixo, pneus, até animais mortos. Isso dá cabo das pessoas. Muitas moscas entram em casa, de dia e de noite, só moscas. Mesmo agora, se for a casa, vejo apenas moscas”, relatou um morador da localidade da Penha, Jackson.
A ministra referiu ainda que o processo deverá avançar ao longo deste ano, mas sublinhou que ainda não há financiamento garantido nem uma data definida para o início da construção do aterro sanitário.
Até lá, o Executivo apelou à colaboração da população para a mudança de comportamento no tratamento do lixo.
