A Cruz Vermelha comemorou hoje 50 anos enquanto organização não governamental em São Tomé e Príncipe, em parceria com o Estado são-tomense na prestação de serviços comunitários, um percurso que, segundo o presidente da organização, é fruto de “trabalho árduo, dedicação e paixão”.
O momento reuniu funcionários e voluntários da organização, bem como membros do governo.
“Esse sucesso não é obra de uma só pessoa, mas sim o resultado de trabalho árduo, dedicação e paixão de todos.” declarou presidente da Cruz vermelha, Justino Lima.
Justino Lima aproveitou a ocasião para homenagear todos os colaboradores e parceiros que têm, ao longo dos anos, trabalhado em prol do desenvolvimento da organização.
“Continuaremos a contribuir sobre bases sólidas e investindo em novas áreas sendo, a adaptação de alterações climáticas, valores, poder e inclusão e no desenvolvimento de capacidade nomeadamente em utilização de recursos, saúde e bem estar, gestão de lixos […] e o mais importante nas nossas pessoas e em particular a juventude que é o pilar da nossa instituição”, concluiu o presidente.
O ministro da saúde reconheceu a importância da parceria com a Cruz Vermelha para o país e defendeu que a organização precisa de ser apoiada.
“A cruz vermelha é uma organização de cariz social e humanitária, de grande presença e impacto em todas as sociedades onde se encontra inserida. Em São Tomé e Príncipe ela tem sido parceira fiel e fiável da proteção social”, afirmou o ministro da Saúde.
Celso Matos disse ainda que instituição tem sido “um exemplo claro de voluntariado ao nível nacional” e que “é também necessário que ela seja mais promovida e apoiada para desempenhar melhor o seu papel”, acrescentou.
Por outro lado, os voluntários da Cruz vermelha admitiram que houve uma redução dos programas sociais, e apontam como causas a emigração alinhada ao desinteresse dos jovens no voluntariado.
“O nosso dia a dia nos últimos anos tem sido muito diferente por contas dos desafios que a própria Cruz vermelha tem estado a passar. Nós, a juventude estamos a perder muitos jovens para fator da emigração e sem falar que temos estado a perder alguns projetos. ”, contou a coordenadora da juventude Cruz Vermelha para Água grande Edneuza Joaquim.
A organização aproveitou ainda para apelar à participação activa dos jovens como forma de reverter a redução dos programas sociais.
