A seleção do Senegal conquistou, este domingo, a Taça das Nações Africanas (CAN) 2025 ao vencer a seleção anfitriã, Marrocos, por 1–0, num duelo intenso decidido apenas aos 94 minutos do prolongamento. O golo do título foi apontado por Pape Gueye, num desfecho dramático que ficará gravado na história do futebol africano.
Com este triunfo, os Leões da Teranga levantam o segundo título continental da sua história, depois da conquista em 2021, reforçando o seu estatuto como uma das maiores potências do futebol africano da atualidade.
A final ficou fortemente marcada por polémica arbitral no final do tempo regulamentar. O Senegal viu um golo ser anulado por alegada falta ofensiva, num lance em que o árbitro optou por não recorrer ao VAR. Pouco depois, na área oposta, foi assinalada uma grande penalidade a favor de Marrocos, desta vez após intervenção do VAR, decisão que gerou indignação imediata entre os jogadores senegaleses.
Em protesto, vários atletas do Senegal abandonaram momentaneamente o relvado e dirigiram-se aos balneários, acusando a arbitragem de utilizar o VAR de forma parcial, em benefício da equipa anfitriã.
O ambiente tornou-se explosivo e só a liderança e serenidade de Sadio Mané permitiram o regresso da equipa ao jogo, evitando sanções disciplinares por parte da CAF e da FIFA.
No reatamento, Brahim Díaz desperdiçou o penálti, mantendo o nulo no marcador e empurrando a decisão para o prolongamento. No tempo extra, o Senegal mostrou maior frieza e eficácia, chegando ao golo decisivo logo nos instantes finais do prolongamento e segurando a vantagem até ao apito final.
O triunfo senegalês silenciou o estádio e coroou uma campanha marcada por consistência, maturidade competitiva e grande controlo emocional nos momentos decisivos, confirmando o Senegal no topo do futebol africano.
