A Ilha do Príncipe acolheu um workshop destinado à recolha de contributos para a implementação do Projeto África MINI-GRIDS, uma iniciativa promovida pela Direção-Geral dos Recursos Naturais e Energia, com objetivo de reforçar o acesso à energia limpa, com enfoque nas alavancas de redução de custos e na promoção de modelos de negócio inovadores.
“O nosso trabalho é focado em encontrar modelos de negócio e trazer com ele o setor privado [o que significa] que a energia seja usada como matéria-prima para produzir e gerar riquezas”, disse o coordenador do projeto, Selby Ramol.
“Por exemplo, nas comunidades piscatórias, para que essa energia seja usada na conservação ou transformação dos pescados. Nas comunidades agrícolas, para conservação ou transformação [dos produtos locais]”, acrescentou.
Por outro lado, Selby Ramol, destacou a importância de envolver o setor bancário no financiamento de atividades ligadas às energias renováveis, de forma a alavancar e criar um ecossistema favorável à implementação do projeto.
Segundo o responsável, este ecossistema deverá permitir a importação de sistemas fotovoltaicos para a ilha, bem como incentivar o surgimento de empresas dedicadas à instalação e manutenção destes sistemas.
“Então, vai se criar um ecossistema que gera rendas”, afirmou.
Carlos Pinheiro, secretário Regional da Cultura, em representação do Governo Regional, apelou à participação ativa dos envolvidos, sublinhando a importância das contribuições recolhidas no encontro para que sejam devidamente consideradas no momento da implementação do projeto.
“Os subsídios que foram aqui registados e tomado em conta para que no momento da implementação do projeto não tenhamos muitos obstáculos ou muitas alterações durante a implementação”, disse.
A implementação do Projeto África MINI-GRIDS, está prevista para 2027.
