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Elísio Teixeira diz que deputados da ADI receberam cerca de 10 mil dólares para rejeitar moção de censura

O secretário-Geral da ADI, Elísio Teixeira afirmou que alguns deputados do seu partido receberam cerca de 10 mil dólares para boicotar a sessão plenária e não aprovar a moção de censura apresentada ao Governo na quarta-feira.

Segundo Elísio Teixeira, a ação terá sido parte dos “expedientes que foram feitos pelo MLSTP e Basta e “alguns deputados que se venderam” contra as orientações da direção do partido e do grupo parlamentar que pretendiam fazer cair o Governo através da moção de censura.

“Nós temos confirmações de que foram ofertados a deputados quantias de mais ou menos 10 mil dólares para que não viessem à plenária, desligassem o telefone para que não permitisse que houvesse quórum para a plenária de moção de censura”, disse Elísio Teixeira.

O deputado da ADI, afirmou que “há aqui muita cumplicidade entre o Governo e os outros partidos”, pelo que admitiu que o grupo parlamentar da ADI perdeu a maioria absoluta de 30 deputados e passará a contar com apenas 23 deputados.

No entanto, durante a sessão plenária, verificou-se que cerca de 9 deputados da ADI juntaram-se à oposição para rejeitar a moção de censura contra o Governo do primeiro-ministro Américo Ramos, que tem sido contestado pela direção da ADI.

O deputado Danilo Santos, em nome do grupo parlamentar do MLSTP rejeitou as acusações e instou o partido a tomar medidas face às declarações do secretário-geral da ADI.

“É uma acusação grave, mas quem acusa deve ter o ónus da prova. Que prove!. Tenho a certeza que não fizemos rigorosamente nada […] é falso, o meu partido poderá tomas as decisões que entender em termos desta acusação porque é gravíssimo”, disse Danilo Santos.

O deputado e presidente do Movimento Basta, Levy Nazaré também demarcou-se de qualquer suborno a deputados da ADI ou alianças com o Governo.

“Não estamos em negociata nenhuma. Somos um partido sério e responsável”, afirmou Levy Nazaré

A moção de censura da ADI foi retirada, após fortes discussões na Assembleia Nacional, depois de vários deputados demarcaram-se a orientação do grupo parlamentar.

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