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Raúl Cravid responsabiliza ministro das Infraestruras pelo prolongar da crise energética

O diretor demissionário da Empresa de Água e Eletricidade (Emae) responsabilizou hoje o ministro das Infraestruturas, Nelson Cardoso, pelo prolongar da crise energética, “por desconhecimento ou incompetência”, garantindo que apresentou propostas para manutenção e aquisição de geradores, mas o ministro não aprovou.

“A culpa é exclusiva do senhor ministro Nelson Cardoso, por desconhecimento ou incompetência, por não ter tomado as decisões em tempo certo […] eu fiz a minha parte, comuniquei na data exata quando devia comunicar, informei e disse o que é que se devia fazer”, declarou Raúl Cravid em conferência de imprensa.

O gestor afirmou que “o ministro sempre foi notificado, mas tinha uma ideia preconcebida, que se depender dele, ele não compra geradores, por causa da transição energética”, mas não apresentava alternativas.

Rejeitando responsabilidade, Raúl Cravid pediu ao ministro “que pense com a cabeça na almofada de quem é a culpa e quem é que devia ser exonerado”.

O diretor demissionário da Emae rejeitou ainda criticas recentes do primeiro-ministro, Américo Ramos, que apontou situações de excesso de trabalhadores, desmando e desvio de combustível na instituição.

“No que diz respeito ao excesso do pessoal, julgo que nenhum político devia dizer isso, porque se esquecem que depois das eleições são eles próprios que telefonam e pedem para colocar pessoas”, sublinhou.

Raúl Cravid referiu também “um esforço enorme e tremendo” da sua direção “para parar com roubo de gasóleo”, nomeadamente através de colocação de contadores nos caminhões e nas centrais.

Num comunicado divulgado esta semana, o Conselho de Ministro anunciou a decisão de “exonerar o diretor-geral interino e a diretora comercial da EMAE” e nomeou como diretor-geral interino em acumulação com as funções de director-administrativo e financeiro, Posik do Espírito Santo.

Raúl Cravid desafiou “os melhores gestores e juristas desse país, incluindo o Tribunal de Constas que se pronunciassem sobre isso”, questionando sobre “como é que um indivíduo vai ser juiz e réu ao mesmo tempo”.

Sem indicar motivos, o comunicado do Conselho de Ministros refere que o Governo são-tomense também exonerou a estrutura diretiva da Empresa Nacional de Aeroportos e Segurança Aérea (Enasa) e nomeou substitutos, e aprovou propostas para Inspetor-Geral das Forças Armadas, Comandante da Guarda Costeira e Comandante do Exército.

A RSTP tentou contactar o ministro das Infraestruras para obter reação, mas sem sucesso.

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