O partido MDFL/UL pediu hoje a demissão do ministro das Infraestruturas, na sequência das acusações feitas pelo diretor demissionário da EMAE, Raúl Cravid, que o partido considera “graves” e merecedoras de investigação e punição dos culpados.
Em conferência de imprensa, o presidente do partido, Moisés Viegas, afirmou que as declarações do ex-responsável da empresa pública levantam suspeitas que devem ser apuradas pelo Ministério Público, defendendo a responsabilização de eventuais culpados.
“Para o ex diretor da EMAE vir ao público e falar isto, significa que ele está seguro daquilo que está a dizer”, vincou Moisés Viegas.
Segundo o responsável, perante a gravidade das acusações, o Governo deve assumir uma posição “urgente e clara”, que passa pela demissão do ministro das Infraestruturas, como forma de salvaguardar a credibilidade das instituições.
“Essas acusações são graves porque nós estamos a falar de um dinheiro público, de uma acusação pública e de acordo com as acusações estamos diante também de crime”, sublinhou.
Durante a conferência, o partido abordou ainda o encerramento dos serviços do cadastro, instituição pública que, segundo o MDFL/UL, está sem funcionar há cerca de duas semanas.
De acordo com o presidente do MDFM-/UL, o encerramento deve-se a uma dívida de 4 anos de arrendamento que a direção do Cadastro deve ao terceiro, mas que até ao momento o governo não regularizou o pagamento.
“Eu penso que os assuntos do estado devem ser levados com mais responsabilidade e zelo”, afirmou.
Moisés Viegas apelou à responsabilidade e transparência do Estado na gestão do setor, defendendo que a situação deve ser resolvida com urgência para garantir o normal funcionamento dos serviços e evitar prejuízos aos cidadãos.
