O escritor são-tomense, Lúcio Neto Amado foi distinguido com o Prémio Literário Guerra Junqueiro – Lusofonia 2025, reconhecimento que celebra autores da comunidade lusófona pelo contributo para a literatura e para a promoção da língua portuguesa.
A distinção representa um importante reconhecimento para a literatura de São Tomé e Príncipe, destacando o percurso literário e cultural de Lúcio Amado no panorama da lusofonia.
Com esta distinção, Lúcio Amado junta-se a outros escritores de São Tomé e Príncipe já distinguidos com o prémio em anos anteriores, nomeadamente, Olinda Beja (2020), Albertino Bragança (2021), Conceição Lima (2022), Inocência Mata (2023) e Goreti Pina (2024).
A edição de 2025 do prémio distinguiu autores de vários países de língua portuguesa, reconhecendo o conjunto da obra e o impacto cultural das suas produções literárias.
Entre os galardoados desta edição encontram-se também, José Mena Abrantes (Angola), Fátima Bettencourt (Cabo Verde) e Francisco Conduto de Pina (Guiné-Bissau).
O escritor angolano José Mena Abrantes foi um dos nomes destacados desta edição, sendo reconhecido pelo conjunto da sua obra literária e pelo contributo cultural que tem dado à literatura angolana e ao espaço lusófono.
Instituído em Portugal, o Prémio Literário Guerra Junqueiro – Lusofonia tem como objetivo distinguir escritores que, através da sua obra, contribuem para o fortalecimento da língua portuguesa e para a valorização das culturas dos países da lusofonia.
Lúcio Neto Amado é natural da Freguesia da Conceição, na ilha de São Tomé (São Tomé e Príncipe), onde nasceu em 1951. Concluiu os estudos primários em São Tomé e frequentou o liceu na cidade, assim como em Lisboa.
Professor de Educação Física de profissão, é licenciado em Educação Física e Desporto e em Sociologia, tendo lecionado em São Tomé e Príncipe, Angola, Timor-Leste e Portugal, contribuindo significativamente para a formação académica em diferentes contextos lusófonos.
É autor de diversas obras, entre as quais, “Os Mares do Meu Arquipélago” (2012), “O Labirinto da Esperança” (2014), “História da Educação em São Tomé e Príncipe” (2018), “Maria das Tormentas” (2019).
Em 2024, lançou o seu mais recente livro de contos, “A Mulher que Cultivava Silêncios”, consolidando a sua presença na literatura são-tomense contemporânea.
