O Governo anunciou hoje o aumento de três dobras nos preços da gasolina e do gasóleo, a partir desta quarta-feira, justificando a medida com a subida acentuada dos combustíveis no mercado internacional. O petróleo manter-se-á inalterado, enquanto o Estado assegura 90% do impacto financeiro.
O ministro da Economia e Finanças, Gareth Guadalupe, informou que o ajuste nos preços resulta da forte subida registada no mercado internacional, onde a gasolina aumentou cerca de 55% e o gasóleo 105%.
“A gasolina, que era vendida a 28 dobras, passará para 31 dobras, e o gasóleo, que custava 27 dobras, será vendido a 30 dobras. O petróleo manter-se-á inalterado”, anunciou o governante.
Segundo o ministro, a situação internacional, agravada pela guerra no Médio Oriente, tem impacto direto no país, uma vez que São Tomé e Príncipe depende da importação de combustíveis.
“O combustível que importamos tem como referência o mercado internacional do petróleo bruto. Se há alterações nas fontes de fornecimento, todos acabam por recorrer aos mesmos mercados de onde São Tomé e Príncipe importa os combustíveis, daí a necessidade destas alterações”, esclareceu.
Para minimizar os efeitos da subida, o Governo decidiu assumir a maior parte dos custos.
“Para mitigar o efeito desta subida, o Estado irá assumir 90% deste aumento, refletindo apenas 10% nos preços praticados nas bombas”, destacou Gareth Guadalupe.
O ministro sublinhou ainda que esta crise não é exclusiva do país, afetando várias nações, incluindo algumas de expressão portuguesa.
“Há países onde, além do aumento vertiginoso dos preços, também se verifica rutura no abastecimento destes bens”, afirmou, acrescentando que São Tomé e Príncipe tem conseguido evitar essa situação.
O executivo garante também estar a tomar medidas para proteger a ilha do Príncipe.
“O Governo central está a trabalhar para assegurar a continuidade territorial e evitar que a crise afete de forma desproporcional a nossa ilha irmã do Príncipe”, frisou.
Por outro lado, o ministro afirmou que o executivo está a adotar medidas para garantir que não haja rutura de stock de combustível em São Tomé e Príncipe, apesar da crise no Médio Oriente, que tem aumentado a procura internacional.
