A Direção do Comércio e a Direção de Regulação e Controlo das Atividades Económicas (DRCAE) alertaram que vão sancionar os comerciantes que vendem o arroz do Japão acima do preço fixado pelo Governo, estabelecido em 15 dobras por quilo ao consumidor final.
O Diretor do Comércio e Indústria, Fernando Pereira, explicou que, apesar da redução de cerca de 200 toneladas na quantidade recebida este ano, houve um aumento do financiamento devido aos custos internacionais.
“Desta vez, a quantidade diminuiu em 200 toneladas, embora o Governo japonês tenha aumentado o envelope financeiro devido aos custos de transporte e outros encargos”, esclareceu.
Segundo o responsável, o país recebe anualmente cerca de 1.300 toneladas de arroz, quantidade que cobre aproximadamente 45 dias de consumo, sendo a distribuição feita de forma equitativa entre os distritos e a Região Autónoma do Príncipe, com base no último recenseamento populacional.
“Foi feita uma repartição por Caué, Lembá, Cantagalo e outros distritos, incluindo o Príncipe, tendo em conta que o maior consumo se concentra na capital”, explicou.
O Governo fixou os preços em toda a cadeia de comercialização: 330 dobras no armazém (11 dobras por quilo), 390 dobras para os grossistas (13 dobras por quilo) e 15 dobras por quilo ao consumidor final.
“O preço de 15 dobras é o preço final ao consumidor e não deve ser alterado”, reforçou Fernando Pereira.
As autoridades alertam que alguns comerciantes têm especulado ao vender o saco de 30 quilos por 450 dobras, prática considerada irregular.
“Não é numa lógica de multiplicar 30 por 15 para revender o saco, mas o preço de 15 dobras é para venda a retalho”, sublinhou.
Para evitar desigualdades, o Governo decidiu subvencionar o transporte para distritos fora de Água Grande e para o Príncipe.
“Todo o arroz destinado a Caué, Lembá e à Região Autónoma do Príncipe está a ser subvencionado para evitar custos adicionais”, afirmou.
“Quem prevaricar poderá entrar numa lista vermelha e não terá direito à mesma quantidade na próxima fase de distribuição”, advertiu.
Por sua vez, o diretor da DRCAE, Danilson Quintas, destacou que os operadores económicos assinaram um termo de compromisso para cumprir os preços definidos.
“Eles responsabilizam-se pelos preços estabelecidos pelo Estado”, disse.
O responsável apelou ainda à colaboração da população na denúncia de irregularidades.
“A população deve ligar para a linha verde da DRCAE e não comprar produtos acima do preço fixado”, incentivou.
