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Américo Ramos reúne-se com militantes da ADI e insiste na necessidade de realizar congresso eletivo

ADI

O candidato declarado a presidente da Ação Democrática Independente (ADI), Américo Ramos, iniciou uma ronda de encontros em vários distritos do país com o objetivo de “ouvir, esclarecer e unir” o partido, e insiste na necessidade de realizar-se o congresso eletivo já deliberado pelo Conselho Nacional.

Segundo uma nota publicada no Facebook, os encontros liderados por Américo Ramos, que é também primeiro-ministro, começaram no distrito de Lobata e Cantagalo, e vão abranger outros distritos do país e a Região Autónoma do Príncipe.

Este é um movimento coletivo, com dirigentes, militantes e cidadãos comprometidos com um único objetivo: Reforçar o ADI por dentro, com mais abertura, mais diálogo e mais democracia”, escreveu, o dirigente nas redes sociais.

Segundo a publicação de Américo Ramos no Facebook, “foi um momento de diálogo aberto, de proximidade com as bases e de reafirmação do compromisso com uma nova dinâmica interna”.

“Queremos deixar algo muito claro, a nossa luta não é contra pessoas. É 𝐚 𝐟𝐚𝐯𝐨𝐫 𝐝𝐞 𝐩𝐫𝐢𝐧𝐜𝐢́𝐩𝐢𝐨𝐬 𝐞 𝐝𝐨 𝐟𝐨𝐫𝐭𝐚𝐥𝐞𝐜𝐢𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐝𝐨 𝐧𝐨𝐬𝐬𝐨 𝐩𝐚𝐫𝐭𝐢𝐝𝐨”, declarou.

O candidato declarado à liderança da ADI, refere que defende “um ADI mais participativo, mais transparente e mais fiel às suas próprias decisões”, que, sublinha, “passa, necessariamente, pelo funcionamento normal dos órgãos do partido e pela realização do Congresso já deliberado, como espaço legítimo de debate, renovação e consolidação interna”.

Estes encontros decorrem à margem das deliberações e estruturas da direção da ADI liderada pelo ex-primeiro-ministro Patrice Trovoada, que anunciou recentemente a abertura de processos disciplinares contra um grupo de militantes, na sequência de um abaixo-assinado subscrito por mais de 250 membros do Conselho Nacional do partido.

Segundo o comunicado da direção da ADI, “os signatários acusam esse grupo restrito de militantes de ações reiteradas consideradas como atentatórias à unidade, estabilidade e funcionamento normal da organização”.

Acrescentam que este grupo ultrapassou todos os limites ao associar-se a forças da oposição e a conspirarem contra os órgãos e instituições democraticamente constituídas, numa atitude irresponsável que configura uma tentativa clara de subversão interna e de inversão dos princípios do Estado de Direito Democrático”, lê-se no documento.

Entre as acusações constam alegados atos de indisciplina grave, sabotagem institucional e bloqueio deliberado das atividades dos órgãos internos, incluindo tentativas de inviabilização de reuniões do Conselho Nacional e do próprio congresso.

Neste sentido, a ADI anunciou que o abaixo-assinado foi “de imediato encaminhado aos órgãos competentes, para efeitos de instauração dos respetivos processos disciplinares, garantindo que ninguém está acima das regras e dos princípios que regem o ADI”.

A crise interna na ADI agravou-se após o Tribunal Constitucional suspender, no final de março, uma reunião do Conselho Nacional da ADI, na sequência de denúncias de alegadas violações dos estatutos apresentadas por militantes, entre os quais o próprio Américo Ramos.

O acórdão considerou ilegal a alteração da composição do órgão sem observância das normas estatutárias, reforçando o argumento dos setores que exigem maior legalidade e transparência no funcionamento partidário.

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