O partido de Convergência Democrática (PCD) quer assumir o governo nas próximas eleições e apresentou o programa de governação baseado no combate à corrupção, incentivo à iniciativa privada, bem como na política de substituição das importações a fim de reforçar a produção nacional.
A informação foi avançada durante o Congresso Nacional do partido, que contou com a presença de simpatizantes e representantes de outros partidos políticos.
“Hoje estamos aqui reunidos em torno de uma causa, pois já dispomos de um projeto de governação alicerçado numa visão estratégica que se fundamenta num modelo de desenvolvimento conhecido como substituição das importações. Este modelo consiste em valorizar os produtos e os recursos nacionais, dando-nos mais autonomia e menos dependência dos barcos, para garantirmos a nossa própria alimentação e sobrevivência”, afirmou o presidente do partido, João Bonfim.
O líder avançou ainda que o partido pretende investir na melhoria das condições do turismo nacional, na implementação de uma política de substituição das importações e na criação de estruturas para a promoção da iniciativa privada.
“Apresentaremos um plano global de desenvolvimento que assenta no combate à pobreza, mas também na promoção de uma classe média que paga impostos, consome e poupa. […] Mais emprego e mais rendimento para as pessoas, em particular para os jovens”, sublinhou.
“Continuamos defensores de um sistema de iniciativa privada e de livre concorrência, com apoio técnico e de gestão aos empresários, bem como uma fiscalização responsável por parte dos organismos públicos”, acrescentou.
De acordo com a direção, o partido dará prioridade ao abastecimento de água e ao fornecimento de energia, bem como à implementação, no mais curto espaço de tempo possível, de fontes de energia renováveis, tanto na rede pública como em instalações públicas e edifícios privados.
O líder do partido aproveitou a ocasião para se referir aos pequenos conflitos relacionados com o Movimento Basta.
“É legítimo que qualquer político procure novos militantes com vista a reforçar as suas fileiras, mas, no caso do Movimento Basta, queremos dizer-vos que, para o vosso bem e para o bem do país, é melhor que cada um de nós pesque em águas diferentes”, disse.
“O Basta é o Basta e o PCD é outro partido, com uma história própria”, ressaltou.
Sublinhou ainda que o partido pretende retomar o investimento em mini-hídricas, com o objetivo de garantir autonomia no abastecimento de energia, bem como na distribuição de água.
A comissão avançou que o partido não apresentará, para já, uma figura para as eleições presidenciais. No entanto, está aberta a receber e analisar candidaturas de uma personalidade que surja “das entranhas do partido”.
São Tomé e Príncipe realizará eleições presidenciais a 19 de julho e eleições legislativas, autárquicas e regionais a 27 de setembro.
