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São Tomé e Príncipe assinala Dia de Combate à Violência Infantil com marcha nacional

São Tomé e Príncipe assinalou esta terça-feira, 12, o Dia Nacional de Combate e Prevenção à Violência Contra Crianças com uma marcha sob o lema “Proteção na Ação – Por Uma Infância Sem Medo”, que reuniu crianças, jovens e representantes da sociedade civil, no reforço à proteção dos direitos infantis.

A iniciativa, organizada pelo Ministério da Justiça, decorreu com o objetivo de sensibilizar a população para o combate à violência infantil e reforçar a proteção e o respeito pelos direitos das crianças são-tomenses.

Durante a marcha, os participantes deixaram mensagens de apelo ao fortalecimento das famílias e comunidades na defesa da infância.

A representante da UNICEF em São Tomé e Príncipe, Neusa Carvalho, destacou os compromissos assumidos na promoção e proteção dos direitos das crianças.

“Hoje, ao iniciarmos essa marcha reafirmamos o nosso compromisso coletivo de caminharmos juntos, unidos para afirmar que nenhuma forma de violência contra crianças e adolescentes é permitida ou tolerada”, afirmou, sublinhando a necessidade de cada criança crescer em um ambiente seguro e livre de medo.

Por sua vez, o presidente da Assembleia Nacional, Anildo D’Oliveira, defendeu uma “mudança de mentalidade” e o “resgate dos valores familiares” como medidas essenciais no combate à violência contra menores.

“São Tomé e Príncipe precisa de mudar de consciência […] Nem todas as famílias estão coesas e é necessários nós resgatarmos esses valores” afirmou Anildo D’Oliveira sublinhando a necessidade do direito de denúncia dos cidadãos à volta das vítimas.

“Por mais leis que possamos ter […] ela depende do agir de cada homem de cada mulher, desde a tenra idade até aos mais velhos”, acrescentou.

As crianças presentes na marcha também participaram das ações de sensibilização e sublinharam a importância da denúncia e da proteção dos direitos da criança.

“Essa marcha é para acabar com o abuso sexual de menores […] assim todos vão saber onde reclamar do abuso sexual de crianças“, disse o Hamilton.

O ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Joucerli Tiny dos Ramos, reconheceu os avanços alcançados nos últimos anos, mas alertou para a persistência de situações de violência e negligência infantil no país.

“Existem nos dias de hoje evidências claras de que há progressos. As crianças estão a ser protegidas, mas essa proteção depende muito mais das divulgações; depende muito mais das vozes que não se calam, nem consentem e nem negociam nas escuras“, vincou.

O ministro acrescentou ainda que a violência sexual de menores e os maus tratos físicos, continua a ser “feridas abertas” em todo o país, pelo que reforçou também o apelo à maior participação cívica no combate a este tipo de violência. 

A marcha terminou com mensagens de incentivo à proteção da infância e de rejeição a todas as formas de violência contra crianças.

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