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PM recusa indicar nova data para o fim da crise energética que dura quase um ano

O primeiro-ministro Américo Ramos recusou hoje indicar nova data para o fim da crise energética que dura há quase um ano, mas o sindicato de trabalhadores da EMAE admitiu que em duas semanas haverá melhoria em cerca de 90%.

“Prefiro não falar em ‘timing’, mas eu tenho a certeza que a equipa [da Emae] está envolvida no trabalho”, declarou Américo Ramos em declarações aos jornalista no final de quase três de reunião com os trabalhadores da Empresa de Água e Eletricidade (Emae).

O chefe do Governo são-tomense considerou que “foi uma reunião muito produtiva” e reafirmou que a questão energética “é um problema cíclico” que precisa do envolvimento de todos.

“É preciso que a Emae se envolva na reparação das máquinas, no envolvimento de trabalhadores, na boa gestão de recursos”, defendeu Américo Ramos.

No mês passado, após uma reunião convocada pelo Presidente da República, Carlos Vila Nova, o primeiro-ministro havia anunciado que a crise energética estaria resolvida nas primeiras semanas de maio, mas não deu qualquer explicação sobre o que terá falhado para o incumprimento desta última previsão.

No entanto, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Emae, Adélcio Costa, mostrou-se convicto que a situação estará estabilizada dentro de pelo menos duas semanas.

“Temos a certeza que depois dessa reunião a energia melhorará substancialmente […] 90% da crise será solucionada”, afirmou o líder sindical, no final da reunião de trabalhadores com o primeiro-ministro.

Segundo Adélcio Costa vários geradores importados pelo Governo e pela Emae continuam com avarias constantes, mas os técnicos estão empenhados na resolução do problema.

“As soluções que temos aqui são possíveis para resolver o problema energético […] as coisa vão melhorar, mas não estamos preocupados com estas melhorias fictícias. Queremos que as coisas demorem mais porque não podemos continuar a oferecer a população a escuridão. Estamos em pleno século 21”, sublinhou Adélcio Costa.

Segundo o líder sindical os trabalhadores recomendaram ao Governo a retomar o diálogo com a empresa de capital turco Tesla-STP para repor o funcionamento dos geradores desta empresa que estão fechados numa central na capital são-tomense, ou exigir que o espaço seja desocupado e devolvido ao Estado são-tomense.

Além disso, defendeu que deve-se avançar para a Justiça para exigir a responsabilização de membros do anterior Governo liderado pelo ex-primeiro-ministro Patrice Trovoada, que fiz o contrato com a empresa turca, que incluiu o desmantelamento da antiga central de água grande onde funcionavam alguns geradores da Emae, que passarão a estar em lugar incerto.

Já na semana passada, Adélcio Costa havia sublinha do que “o contrato com a Tesla se tornou um problema para São Tomé e Príncipe”.

“Nós estamos a pagar o preço de más decisões políticas do passado […] não podemos culpar apenas o atual governo, mas sim é um problema que vem ao longo prazo”, afirmou Adélcio Costa, a saída do encontro com Américo Ramos, na quarta-feira.

Segundo o líder do Semae os trabalhadores têm várias ideias que vão propor ao Governo, para melhorar a gestão da empresa e melhorar a produção energética, incluindo a necessidade de se começar a reservar 30% de toda a receita diária da Emae para a manutenção dos geradores.

São Tomé e Príncipe vive uma crise energética há quase um ano, desde a saída da empresa de investidores turcos, Tesla STP, após o atual Governo considerar que o contrato assinado pelo executivo anterior continha “cláusulas lesivas” e exigir a sua revisão.

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