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Banco Central promove conferência de literacia financeira para alunos da Escola Portuguesa

O Banco Central de São Tomé e Príncipe promoveu uma conferência de literacia económica e financeira à 52 alunos do 10º ao 12º ano da Escola Portuguesa, no âmbito da estratégia da instituição para reforçar o intercâmbio de conhecimentos com as escolas e sensibilizar os jovens para a importância da educação financeira no desenvolvimento do país.

Sob o lema “Conhecer hoje, transformar amanhã”, a atividade reuniu estudantes do curso de Ciências Socioeconómicas, que tiveram contacto direto com temas ligados ao sistema financeiro são-tomense, à situação económica nacional e ao papel do Banco Central na regulação da economia.

O diretor dos Estudos Económicos do Banco Central, Gessy Espírito Santo, explicou que a iniciativa visa aproximar os jovens das questões económicas e financeiras, contribuindo para uma maior compreensão do funcionamento da economia nacional e das responsabilidades das instituições financeiras.

“O nosso objetivo, sobretudo com os alunos, neste caso, é justamente garantir, ou pelo menos promover, criar neles, esta vertente de que saber gerir, saber poupar, é mais uma valia para o sucesso futuro”, afirmou Gessy Espírito Santo.

Segundo a professora organizadora, Zuleica Lopes, a conferência permitiu aos alunos aprofundarem conhecimentos adquiridos em sala de aula e compreenderem melhor a realidade económica do país, através do contacto direto com especialistas da instituição bancária.

“Porque eles são alunos interessados, empenhados e espero que após concluírem o secundário [superior], regressem ao seu país e contribuam para que São Tomé cresça em todos os setores”, enalteceu Zuleica Lopes.

Durante o encontro, os estudantes tiveram oportunidade de colocar questões e esclarecer dúvidas relacionadas com o sistema financeiro nacional, num momento descrito pelos participantes como enriquecedor e de grande aprendizagem.

A aluna Elyane Borges considerou que a apresentação ajudou os estudantes a compreenderem melhor os desafios económicos enfrentados por São Tomé e Príncipe.

“E eu acho que algo que nos chocou mais nesta atividade foi o facto de que se utiliza mais o setor terciário e não industrial. Somos um país que está ainda em desenvolvimento e estamos muito centrados no setor terciário e não industrial”, afirmou Elyane Borges

Da mesma forma, a aluna Emily Ceita destacou a importância da oportunidade de interação com técnicos do Banco Central para “ampliar os conhecimentos sobre o setor económico”.

A administradora do Banco Central, Lara Simone Beirão, afirmou que a instituição pretende continuar a investir na formação e capacitação dos jovens, por considerar que a literacia económica e financeira constitui uma ferramenta essencial para o desenvolvimento sustentável do país e para o exercício de uma cidadania mais responsável.

“É fundamental que vocês percebam a importância que vocês têm hoje e no futuro […]. Dentro em breve serão vocês os decisores […] e é importante que nós deixemos esse legado para vós”, vincou Lara Simone Beirão.

Depois de realizar iniciativas semelhantes em universidades públicas e privadas, o Banco Central prevê agora alargar o programa de conferências de literacia financeira às escolas públicas do ensino secundário em todo o país.

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