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Eleições’26: Jorge Bom Jesus apresenta projeto de sociedade e quer ser Presidente de “todos os são-tomenses”

O pré-candidato à Presidência da República, Jorge Bom Jesus, apresentou hoje o projeto de sociedade fundamentado em 16 pilares, referindo que almeja ser o Presidente de “todos os são-tomenses”, para o reforço do “diálogo, reconciliação Nacional e na defesa da estabilidade” de São Tomé e Príncipe.

“Esta candidatura é do povo para o povo. […] Muitos cidadãos já não acreditam plenamente na capacidade do Estado de responder aos seus anseios, às suas necessidades e de proteger os seus direitos. É neste contexto que decido apresentar a minha candidatura à Presidência da República de São Tomé e Príncipe, nas eleições de julho de 2026. Faço-o com toda a humildade, com espírito de missão profunda, sentido patriótico e total consciência das responsabilidades que este cargo exige”, sublinhou Jorge Bom Jesus.

Jorge Bom Jesus, que atualmente desempenha funções de deputado na Assembleia Nacional pelo partido Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP), apresentou-se como independente, sublinhando ser um candidato de “todos os são-tomenses”. Reforçou ainda que o cargo de Presidente da República está “acima dos partidos políticos” e que pretende estar “ao serviço do povo”.

“Eu sempre coloquei a pessoa humana no centro das minhas preocupações. Por isso escolhi a profissão de professor, para investir no capital humano. […] A tarefa do Presidente da República é coletiva e envolve toda a gente. Nós precisamos de todos para mudarmos São Tomé e Príncipe”, disse.

Ao longo da cerimónia, foi apresentado o projeto de sociedade do pré-candidato, fundamentado em 16 pilares. O documento assenta na construção de pontes e consensos, na promoção da estabilidade política, na parceria ativa com o Governo, na influência para a reforma do Estado, na defesa da soberania nacional, no resgate da família são-tomense, entre outros aspetos.

“Apesar de o Presidente da República não governar, […] ele é parte do processo de governação. Entendo que a Presidência da República deve ser um espaço de convergência, de equilíbrio, de moderação e de defesa permanente dos interesses superiores de São Tomé e Príncipe”, disse.

Bom Jesus ressaltou que o país vive tempos marcados por “dificuldades económicas, incertezas sociais e perda de confiança nas instituições”.

Referiu ainda que muitos jovens vivem um sentimento de desamparo e falta de oportunidades, considerando que o país precisa de “lideranças responsáveis e visionárias, de estabilidade institucional, unidade nacional e uma esperança renovada”.

“A juventude, as mulheres, eu prometo, eu juro mudar as vossas vidas. As crianças, as crianças do meu país, eu quero vê-las sorrir, mas sorrir de barriga cheia. Eu quero lutar para acabarmos com a miséria neste país”, concluiu.

São Tomé e Príncipe terá eleições presidenciais a 19 de julho e eleições legislativas, regionais e autárquicas a 27 de setembro.

Jorge Bom Jesus, o atual Presidente são-tomense, Carlos Vila Nova, o jurista Miques João Bonfim, o professor Jorge Bom Jesus, o empresário e presidente da Federação Santomense de Futebol, Domingos Monteiro (Nino), o lider parlamentar da ADI, Nito d’Abreu, o professor Eugénio Tiny são os seis pré-candidatos às eleições presidenciais.

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