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Leopoldo Vera Cruz eleito novo presidente do Conselho Nacional da Juventude

Leopoldo Vera Cruz

Leopoldo Vera Cruz foi eleito por aclamação como o novo presidente do Conselho Nacional da Juventude (CNJ), para um mandato de três anos, durante a Assembleia Geral Ordinária da organização, realizada este sábado.

A nova liderança promete resgatar a credibilidade da instituição e aproximá-la dos jovens em todo o país, bem como reforçar a sua atuação na defesa dos interesses da juventude são-tomense, com foco no emprego, empreendedorismo, participação cívica e fortalecimento do associativismo juvenil.

Infelizmente, muitos jovens não conhecem o CNJ nem sabem da sua existência. A instituição perdeu a confiança de diversos parceiros e dos próprios jovens. É nossa responsabilidade restabelecer essa confiança e consolidar o CNJ como uma referência na defesa e promoção dos interesses da juventude”, afirmou Vera Cruz em declarações à RSTP.

Vera Cruz assume a liderança numa altura em que a organização enfrenta desafios relacionados com a sua representatividade e visibilidade junto dos jovens e parceiros institucionais.

Segundo o dirigente, a perda de credibilidade da organização resulta de fatores estruturais, entre eles a redução do número de associações-membro devido à migração de jovens e dirigentes, bem como o envolvimento político-partidário de anteriores responsáveis da instituição.

O CNJ deve ser a voz da juventude. Infelizmente, hoje muitos jovens desconhecem a sua existência. Houve situações que comprometeram o princípio do apartidarismo e da transparência, valores que devem orientar a nossa atuação”, defendeu.

Para inverter este cenário, a nova direção pretende apostar numa gestão baseada na ética, prestação de contas e comunicação moderna, procurando reforçar a presença da instituição junto das comunidades juvenis.

O lema da nossa candidatura é ‘Resgatar a imagem do CNJ para melhor servir a juventude’. É urgente que os jovens conheçam o CNJ e que o CNJ esteja próximo dos jovens em todas as localidades do país”, sublinhou.

Segundo o novo líder do CNJ, o plano de ação da sua liderança aprovado pela Assembleia Geral está estruturado em seis pilares estratégicos.

Reforço institucional e credibilidade; participação, representatividade, associativismo e voluntariado juvenil; emprego jovem, empreendedorismo e inovação; educação cívica, liderança e participação política; comunicação, visibilidade e proximidade com os jovens; e parcerias estratégicas e mobilização de recursos”, descreveu.

No domínio da participação juvenil, Vera Cruz anunciou a intenção de atualizar os estatutos da organização e descentralizar as suas ações.

O CNJ sairá do gabinete e irá ao encontro da juventude onde ela estiver. O trabalho de mobilização e organização dos jovens será a nossa bandeira”, declarou.

Entre as medidas previstas estão a criação de estruturas distritais, o reforço da presença na Região Autónoma do Príncipe e o estabelecimento de mecanismos de representação junto da diáspora santomense.

O desemprego jovem e a falta de oportunidades económicas também figuram entre as preocupações da nova direção. Para responder a estes desafios, o presidente do CNJ defende uma maior mobilização de recursos através de parcerias com instituições nacionais e internacionais, empresas públicas e privadas e programas de financiamento destinados à juventude.

As formações profissionais, os estágios e o financiamento de projetos empreendedores são fundamentais para preparar os jovens para o mercado de trabalho e criar oportunidades reais de inserção profissional”, afirmou.

Vera Cruz revelou ainda que o CNJ dispõe de financiamento garantido para implementar o projeto “Juventude com Futuro”, uma iniciativa que prevê ações de formação, apoio ao empreendedorismo e a criação de uma plataforma digital para aproximar jovens desempregados das empresas.

Quanto à relação com o Governo, o novo presidente defende uma postura de cooperação institucional, sem abdicar da independência da organização.

O CNJ será uma ponte de cooperação com o Governo, propondo políticas públicas para responder às necessidades da juventude. Mas também fiscalizará as ações direcionadas ao setor, porque a nossa missão é defender os interesses dos jovens e não conveniências políticas”, declarou.

O dirigente destacou ainda a importância de fortalecer o associativismo e o voluntariado juvenil, considerando que o sucesso do CNJ depende da capacidade de mobilização das organizações da sociedade civil.

Queremos um CNJ inclusivo, participativo e representativo, que não fale apenas em nome da juventude, mas que seja a própria juventude em ação”, concluiu.

Leopoldo Vera Cruz liderou durante quatro anos a Associação dos Jovens Unidos Rumo ao Trabalho (AJURT), considerada a melhor associação juvenil de São Tomé e Príncipe desde 2023, distinção que reflete o trabalho desenvolvido pela organização em prol da juventude. Jurista de formação, exerce atualmente funções de escriturário no Tribunal de Primeira Instância de São Tomé. Com a eleição por aclamação, passa agora a dirigir a principal estrutura de representação juvenil do país para o triénio 2026-2029.

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