A Organização Mundial da Saúde (OMS) está a ajudar São Tomé e Príncipe no reforço da liderança e capacidades de gestão dos sistemas de saúde distritais para melhorar a prestação de cuidados aos cidadãos, de acordo com o novo modelo de formação que a organização esta a implementar ao nível regional.
A sessão de abertura da missão técnica conjunta da sede da OMS e do Escritório Regional da OMS para África decorreu hoje, 22 de junho, na sede das Nações Unidas, com a presença do ministro da Saúde, Celso Matos, e do representante da OMS, Abdoulaye Diarra.
Segundo a OMS, a escolha de São Tomé e Príncipe como país piloto para o teste de novos módulos de formação destinados à gestão de distritos de saúde, representa um reconhecimento do compromisso demonstrado pelo país na melhoria da governação da saúde e dos progressos alcançados na implementação de reformas e planos de ação distritais.
“A gestão de recursos financeiros, a gestão patrimonial, quando ela é feita com conhecimento e aplicada realmente pensando no bem do país e das comunidades tem tudo para nós conseguirmos aos poucos oferecermos melhor prestação de cuidados de saúde para a nossa população”, afirmou o ministro da Saúde, Celso Matos.
A missão tem como objetivo reforçar as capacidades de gestão dos sistemas de saúde distritais, melhorar a prestação de serviços integrados e centrados nas pessoas e apoiar a implementação de abordagens baseadas nos cuidados de saúde primários em todo o país.
Durante a sessão, Celso Matos sublinhou a importância da capacitação dos quadros responsáveis pela gestão dos distritos sanitários.
“Esta gestão exige pessoas preparadas. Se nós não colocarmos pessoas preparadas para gerir os distritos sanitários nós não teremos bons resultados […] E esta sessão que nós iniciamos hoje de reforço na capacitação dos nossos quadros da gestão dos distritos é de extrema importância”, declarou.
A iniciativa prevê igualmente a avaliação dos avanços alcançados desde a primeira formação realizada em São Tomé e Príncipe em 2025, bem como o teste, em contexto real, de um novo pacote de formação orientado para o desenvolvimento de competências em áreas como liderança, planeamento, gestão de recursos, utilização de dados e prestação integrada de serviços de saúde.
“Nesta formação vamos também avaliar os impactos da formação realizada no ano passado, o que nos vai ajudar a desenvolver da melhor forma esta nova sessão de formação […] uma vez que de lá para cá os distritos sanitários de São Tomé e Príncipe desenvolveram novos planos de saúde distritais anual que agora está a implementar e nós vamos ver como funciona essa mudança”, afirmou Hela Bem Mesmia, delegada da missão da OMS AFRO.
De acordo com a OMS, os resultados da iniciativa deverão contribuir para a validação e posterior expansão deste modelo de formação a nível regional, beneficiando outros países africanos.
“Hoje assinala-se uma etapa importante não apenas para São Tomé e Príncipe, mas para toda região de África. Estamos particularmente orgulhosos pelo facto de São Tomé e Príncipe ser o primeiro país da divisão africana da OMS a realizar o teste piloto no terreno do pacote regional de formação da OMS AFRO destinado às equipas distritais de gestão da saúde”, refere a organização.
A missão terá a duração de cinco dias e conta com a participação de representantes do Ministério da Saúde, equipas distritais e especialistas da OMS AFRO, da sede da OMS e de outros países.
