O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou que chegou a acordo com São Tomé e Príncipe relativamente à terceira avaliação da Facilidade de Crédito Alargado, o que permitirá um desembolso de mais de 6 milhões de dólares.
“As autoridades são-tomenses e o corpo técnico do FMI chegaram a um acordo a nível técnico sobre as ações necessárias para concluir a terceira avaliação do programa económico de São Tomé e Príncipe apoiado pelo acordo ao abrigo da ECF; sujeito à conclusão das ações prévias acordadas e à aprovação pelo Conselho de Administração do FMI, São Tomé e Príncipe terá acesso a cerca de 6,1 milhões de dólares (5,3 milhões de euros), elevando o total do apoio financeiro desembolsado pelo FMI ao abrigo do atual acordo a cerca de 19,9 milhões de dólares (17,4 milhões de euros)”, disse o chefe de missão, Slavi Slavov, citado no comunicado hoje divulgado.
A informação avançada pela Agência Lusa, refere que o acordo com o FMI foi inicialmente aprovado num valor total de cerca de 25 milhões de dólares (21,8 milhões de euros), a 19 de dezembro de 2024, tendo sido aprovada uma extensão por um ano, no final de dezembro do ano passado, e um aumento do financiamento do programa, de 6,1 milhões de dólares.
Para o FMI, o arquipélago africano lusófono “enfrenta uma conjuntura externa desfavorável, um choque prolongado no fornecimento de eletricidade e atrasos na transição energética”, com os efeitos da guerra no Médio Oriente e os cortes de eletricidade a constituirem “graves riscos para a retoma económica”.
Os técnicos do Fundo antecipam um crescimento económico modesto, de 0,4%, acelerando depois para 2,75% a médio prazo e alertam que “a reforma do setor energético continua a ser crucial para superar o impacto dos choques globais, fomentar o crescimento e aliviar as pressões sobre a dívida pública e as reservas externas”.
