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Ministério da Agricultura lança projeto SIAS para reforçar produção alimentar e reduzir dependência externa

O Ministério da Agricultura, Pescas e Desenvolvimento Rural lançou hoje o Projeto de Transição para Sistemas Alimentares Sustentáveis e Nutritivos (SIAS), avaliado em 14,9 milhões de euros com duração de sete anos, visando reduzir a dependência do país das importações de produtos alimentares e fortalecer a produção local.

O projeto prevêO projeto, financiado pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e implementado através do Projeto de Apoio à Comercialização, Produtividade Agrícola e Nutrição (COMPRAN), visa promover a transformação inclusiva e sustentável das zonas rurais, reforçando sistemas alimentares mais resilientes, nutritivos e capazes de gerar oportunidades económicas tendo em vista beneficiar diretamente cerca de 5.500 agregados familiares em aproximadamente 70 comunidades.

Na abertura oficial do atelier de lançamento, o ministro da Agricultura, Pescas e Desenvolvimento Rural, Nilton Garrido, afirmou que o SIAS representa “um marco importante para o desenvolvimento rural” de São Tomé e Príncipe.

“Este projeto representa um marco importante para o desenvolvimento rural do nosso país […] Pretendemos aumentar a produção nacional de alimentos saudáveis e nutritivos, melhorar o acesso aos mercados, reforçar as organizações de produtores e criar novas oportunidades de rendimentos para as comunidades rurais”, declarou Nilton Garrido.

O ministro sublinhou ainda que o sucesso da iniciativa dependerá do envolvimento de todas as partes.

“O sucesso deste projeto dependerá do compromisso de todos: o governo, os parceiros, as instituições beneficiárias […] devem trabalhar de forma coordenada, com responsabilidade, transparência e foco nos resultados”, afirmou.

Segundo o coordenador do SIAS, Juvenal do Espírito Santo, o projeto pretende contribuir para reduzir a forte dependência alimentar externa do país, onde cerca de 80% dos produtos alimentares consumidos são importados.

“Em São Tomé e Príncipe cerca de 80% dos produtos alimentares são importados e nessa cesta alimentar existem muitos produtos que o país pode produzir. O que iremos fazer é identificar as comunidades potenciais que podem produzir estes produtos e trabalhar com estas comunidades para aumentar a capacidade de produção […] para garantir que o mercado não tenha falta”, explicou.

Entre os produtos prioritários identificados pelo projeto estão a cebola, o feijão e a batata inglesa, culturas que representam uma parte significativa da fatura das importações alimentares.

Juvenal do Espírito Santo indicou que a iniciativa prevê alcançar diretamente cerca de 5.500 agregados familiares em todo o território nacional.

“Nós pretendemos atingir cerca de 5.500 agregados familiares em todo o país com atuação direta em cerca de 70 comunidades […] Existem possibilidades de São Tomé e Príncipe diminuir dependências externas em termos de importações”, afirmou.

O responsável acrescentou que a fase inicial será dedicada ao trabalho participativo com as comunidades.

“No início iremos ter um período de seis meses de trabalho com as comunidades onde elas vão definir o que querem, para depois encaixarmos aquilo que elas querem com as políticas definidas pelo governo e as prioridades do projeto”, disse.

O SIAS foi aprovado pelo Conselho de Administração do FIDA em dezembro de 2025 e formalizado através da assinatura do acordo de financiamento em fevereiro de 2026.

O atelier de lançamento reuniu representantes do Governo, parceiros técnicos e financeiros, organizações de produtores e membros da sociedade civil.

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