O escritor Rafael Branco foi eleito presidente da União Nacional dos Escritores e Artistas Santomenses (UNEAS) durante a Assembleia Geral Ordinária da organização, que atribuiu igualmente o título de presidente honorário a Albertino Bragança, em reconhecimento pelo contributo dado a cultura e a literatura são-tomense.
Segundo citou o Jornal Téla Nón, na sequência do processo de eleição, “foram eleitos Joaquim Rafael Branco para o cargo de Presidente da UNEAS e o Jerónimo Salvaterra para o cargo de Secretário-Geral, que assumem a responsabilidade de dar continuidade à missão da instituição na promoção da literatura, das artes e da cultura nacional”.
Um dos momentos mais marcantes da Assembleia foi a atribuição do título de Presidente Honorário da UNEAS ao escritor Albertino Bragança, em reconhecimento pelos relevantes serviços prestados à instituição ao longo de mais de quatro décadas.
Albertino Bragança exerceu as funções de Secretário-Geral entre 1985 e 2010 e de Presidente entre 2010 e 2026, tendo desempenhado um papel determinante na afirmação, consolidação e projeção da UNEAS, bem como na valorização da criação literária e artística em São Tomé e Príncipe.
No encerramento dos trabalhos, a Presidente da Mesa da Assembleia Geral, Elsa Pinto, destacou o elevado significado da sessão, afirmando que o encontro lhe trouxe à memória os momentos vividos ao lado da inesquecível Alda Espírito Santo.
Sublinhou que a Assembleia representou uma demonstração dos valores da cidadania, da unidade e da identidade cultural que sempre inspiraram a ação da UNEAS e das personalidades que construíram a história da instituição.
Na sua intervenção, o presidente eleito, Joaquim Rafael Branco, agradeceu a confiança nele depositada e manifestou o firme compromisso de desempenhar as suas funções com dedicação, responsabilidade e espírito de missão. Reafirmou a sua determinação em continuar a promover a literatura, as artes e a cultura santomenses, incentivando a criação artística, fortalecendo o diálogo entre gerações e contribuindo para a preservação e valorização do património cultural nacional.
Ele sublinhou ainda a importância de uma cultura vibrante e acessível a todos, como pilar essencial para o desenvolvimento harmonioso da sociedade.
Joaquim Rafael Branco fez ainda um apelo à união de esforços e à colaboração de todos os agentes culturais, instituições e sociedade civil, para que juntos possam construir um futuro mais próspero e criativo para São Tomé e Príncipe.
