A Organização Nacional dos Trabalhadores de São Tomé e Príncipe (ONT-STP) alertou que a onda de ameaças e greves vão continuar no país por falta de diálogo institucional e a não execução das reivindicações sindicais por parte das instituições públicas (Governo) e privadas.
Os dos incumprimentos aprontados pelo secretário-geral da ONT-STP, é a ausência de reuniões periódicas do Conselho de Concertação, órgão que deve colocar na mesma mesa o Governo, os empregadores e as centrais sindicais.
Aos níveis das instituições ministeriais, empresas públicas e privadas, houve vários avisos de greves nos últimos meses e outras que entraram mesmo em greve, nomeadamente pelos sindicatos dos trabalhadores da Enasa, Correios, Jornalistas, professores, dentre outros.
“O que leva a haver essa movimentação toda [de greve] é porque não há diálogo. Normalmente os sindicatos têm uma porta aberta a qualquer momento para apresentar uma preocupação a entidade empregadora, agora, se há este espírito de diálogo entre as partes, então não há motivo de haver o pré-aviso de greve”, disse o secretário-geral da (ONT-STP).
João Tavares alertou que a situação é ainda mais greve nas instituições públicas.
“Não há responsabilidade dos empregadores em sentar na mesa para discutir com os sindicatos sobre os acordos firmados antes da gestão, ou durante esta gestão […] a tendência do estado é minimizar os sindicatos e isto para nós é um mau exemplo, porque sendo o estado quem deve velar pelo cumprimento da lei, e quando lhe toca ele ignora, isto passa mau exemplo à entidades privadas”, disse alertou João Tavares.
João Tavares defendeu a necessidade de reforço de estruturas de acompanhamento através da continuidade de estado, de forma a garantir maior segurança no cumprimento dos acordos assinados.
“Para qualquer país do mundo há sempre continuidade do estado, seja este, seja aquele governo, quem vier, tem compromisso e esse compromisso tem que ser cumprido. E nós notamos que não há espírito de responsabilização”, sublinhou.
A Organização Nacional dos Trabalhadores de STP avisou que a onda de pré-avisos de greves e greves deverá continuar se não houver abertura do Governo para o diálogo, sobretudo no âmbito da concertação social que não se reúne há vários meses.
