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Petrobras associa-se a Oranto Petroleum Limited na pesquisa de petróleo no bloco 3 da ZEE- STP

A petrolífera brasileira Petrobras formalizou hoje a participação no Bloco 3 da Zona Económica Exclusiva (ZEE) de São Tomé e Príncipe com uma participação de 75%, junto a Oranto Petroleum, com 15%, e da Agência Nacional do Petróleo (ANP-STP), com 10%, numa operação que, segundo o diretor executivo da ANP-STP, “reforça a confiança no potencial petrolífero” do país.

O diretor executivo da Agência Nacional do Petróleo (ANP-STP), Álvaro Silva, sublinhou que a entrada da petrolífera brasileira Petrobras no Bloco 3 da Zona Económica Exclusiva (ZEE) representa um reforço da confiança no potencial petrolífero de São Tomé e Príncipe.

“Importa referir que, nesta altura, a Petrobrás não entra para um bloco novo, uma vez que o Bloco 3 já tinha sido adjudicado à empresa Oranto Petroleum, em 2011, que tem vindo a desenvolver trabalhos nesta área. Nesta altura, a Petrobrás junta-se à Oranto para intensificar os trabalhos”, afirmou.

Álvaro Silva explicou ainda que São Tomé e Príncipe assume o papel de regulador e fiscalizador, garantindo o cumprimento das normas e a certificação da regularidade das operações realizadas no país.

Segundo o responsável, a entrada da Petrobras no Bloco 3 está relacionada com a experiência da empresa em zonas com características geográficas semelhantes, o que permitirá intensificar as pesquisas. A previsão, segundo Álvaro Silva, é que novas perfurações possam iniciar-se em 2028.

“Hoje é certo que existe petróleo em São Tomé e Príncipe, porque nas perfurações realizadas foi encontrado petróleo. Não tivemos a felicidade de encontrar, naquele poço específico, uma quantidade comercialmente significativa, mas, pelo facto de sabermos que existe petróleo, as empresas vão continuar a perfurar até encontrar um poço com maior quantidade”, afirmou.

Relativamente ao concurso para a adjudicação dos blocos 7, 8 e 9, a Agência Nacional do Petróleo informou que recebeu propostas técnicas e financeiras, mas estas não cumpriram todos os requisitos definidos pelo Estado, nomeadamente a necessidade de diversificação dos operadores presentes em São Tomé e Príncipe.

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