A ilha do Príncipe assinalou o 14º. aniversário como Reserva Mundial da Biosfera da UNESCO, uma classificação que segundo o secretário regional para a Biosfera, Júlio Mendes, representa uma responsabilidade coletiva na proteção do património natural da ilha.
“Sem o homem não há natureza. A natureza existe para beneficiar os homens, mas é necessário que estes tenham consciência de que ela existe e que não foi criada pelo homem. Por isso, o homem deve conviver em harmonia saudável com a natureza”, afirmou o Secretário Regional para a Biosfera, Meio Ambiente, Agricultura e Desenvolvimento Rural, Júlio Mendes.
Em ocasião, o responsável regional defendeu que a preservação ambiental deve envolver toda a sociedade, e não apenas as autoridades públicas.
“É uma responsabilidade de todos. Não é só dos dirigentes, não é só das autoridades estatais, mas é responsabilidade de toda a sociedade preservar”, disse.
Júlio Mendes destacou ainda que a classificação da ilha como Reserva Mundial da Biosfera tem contribuído para valorizar o Príncipe enquanto destino marcado pela biodiversidade e pelos seus ecossistemas preservados.
“Hoje, muitas pessoas procuram um paraíso como este, como o Príncipe, que tem florestas intactas, muita biodiversidade e um povo amigo dos visitantes, contribuindo para um ambiente saudável”, afirmou.
A ilha do Príncipe foi declarada Reserva Mundial da Biosfera pela UNESCO em 2012, em reconhecimento da sua riqueza ambiental e da importância da conservação dos seus ecossistemas.
Em setembro de 2025, a ilha de São Tomé também foi integrada na rede mundial de Reservas da Biosfera da UNESCO, tornando São Tomé e Príncipe o primeiro país do mundo a ter todo o seu território classificado como Reserva Mundial da Biosfera.
