As urnas abriram a horas em quase todas as mesas de voto primeiras duas horas de votação que estão a ser marcadas pela fraca afluência às urnas e por dois bloqueios a sul de São Tomé, disse hoje o presidente da Comissão Eleitoral Nacional (CEN), que apelou ao diálogo e fim das barricadas.
“[Em] dois locais não permitiram a entrada das urnas, que é o caso do Ilhéu das Rolas (…) e também na Praia de Messias Alves”, deu conta Jeudiger do Nascimento, numa conferência de imprensa de balanço do ato eleitoral.
Nestes locais, o presidente da CEN avisou que após três horas, caso a população não levantasse o bloqueio seria declarada a anulação da votação, sem repetição em data futura.
“Nas primeiras duas horas temos ainda uma fraca afluência às urnas. Em quase todos os locais as urnas abriram a horas”, à exceção de algumas assembleias de voto em que se procedeu à substituição de membros das mesas por falta de comparência ou atraso daqueles que se encontravam designados, acrescentou.
O presidente da CEN adiantou que em outros locais não se começou a votar na hora prevista, não porque existia algum bloqueio, mas “porque as pessoas estão ao redor das urnas sem exercer o direito de voto”. O responsável acredita, contudo, que a situação se resolverá ao longo do dia.
Jeudiger do Nascimento aproveitou para fazer um apelo à população: “Se as pessoas estão com raiva, este é momento de expressar essa raiva fazendo uma opção. Não podemos adiar o destino do país e não votar não significa que as coisas fiquem resolvidas. (…) Agora o povo é o juiz”.
O Tribunal Constitucional são-tomense admitiu cinco candidatos às presidenciais de 19 de julho: Eugénio Rodrigues da Trindade Tiny, Nito de Sousa Viegas D’Abreu, Miques João do Nascimento de Jesus Bonfim, Carlos Manuel Vila Nova, que se recandidata ao cargo, e Jorge Bom Jesus, que anunciou a sua desistência já fora do prazo legal.
Segundo a Comissão Eleitoral Nacional (CEN), os dados definitivos do recenseamento eleitoral automático registaram 142.191 eleitores, dos quais 121.670 estão em São Tomé e Príncipe e 20.521 na diáspora, nomeadamente 15.917 em cinco países da Europa, e 5.324 em quatro países de África.
