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Eleições’26: Nito d’Abreu reconhece derrota presidencial: “Respeito profundamente a escolha expressa pelos cidadãos”

O candidato presidencial, Nito d’Abreu reconheceu hoje a derrota nas eleições de domingo, pedindo a Deus que ilumine os dirigentes, “particularmente o Presidente eleito”, Carlos Vila Nova que admitiu não ter ainda felicitado formalmente.

“Respeito profundamente a escolha expressa pelos cidadãos. A democracia vive precisamente da capacidade de aceitar o veredicto das urnas, preservando sempre o direito de exigir que todo o processo decorra com legalidade, transparência e verdade”, declarou o candidato.

“Face aos resultados provisórios conhecidos até este momento, tudo indica que a vontade maioritária dos eleitores não favorece a minha candidatura. Por respeito ao nosso Estado de Direito, às instituições da República, e ao papel dos observadores internacionais, reconheço esta tendência, antes mesmo da confirmação definitiva de todo o processo eleitoral”, disse Nito d’Abreu.

Durante a leitura de uma comunicação, seguida de perguntas feitas pelos jornalistas, Nito d’Abreu, afirmou que continuará “a ser um cidadão próximo das pessoas, disponível para ouvir, para servir e para defender” quilo em que sempre acreditou: “O bem comum, a justiça, a verdade, a dignidade humana e o futuro da nossa Nação”.

Carlos Vila Nova foi reeleito Presidente de São Tomé e Príncipe, à primeira volta, com 55,94% dos votos, segundo os resultados preliminares divulgados hoje pela Comissão Eleitoral Nacional (CEN).

Nito d’Abreu, arrecadou 41,42% do voto popular.

Durante uma conferência de imprensa esta segunda-feira, o porta-voz da candidatura começou por referir que só se pronunciariam sobre os resultados das eleições presidenciais de domingo quando forem declarados os dados definitivos, mas, perante a insistência dos jornalistas, remeteu a decisão para o próprio candidato, sem indicar a dia do pronunciamento.

“Não estamos a pôr em causa, nem estamos a incitar algum comportamento que venha a não reconhecer os resultados”, explicou.

“Achamos que foi um processo festivo, tendo em conta a participação na campanha eleitoral. Mas, contrariamente a isso, notamos que essa participação dos eleitores no processo de voto, foi algo relativamente confuso e irregular”, declarou.

O político referia-se sobretudo a falhas admitidas pela CEN há quase dois meses, quando se concluiu o processo de recenseamento automático e atualização dos cadernos eleitorais feitos pela primeira vez a partir da base de dados do registo civil.

“Todo o processo de recenseamento eleitoral, entendemos que não foi o mais perfeito, porquanto muitos eleitores ficaram de fora do caderno eleitoral”, disse o também deputado da ADI, que votou a aprovação da lei do recenseamento automático, apesar da crítica e alerta do ex-presidente do parlamento Delfim Neves, o único que se opôs, por defender que o processo automático não deveria ser implementado nestas eleições, antes de ser devidamente testado.

Para a observação das eleições presidenciais encontram-se no terreno várias missões internacionais, nomeadamente da União Europeia, da União Africana, da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), dos países do G-7+, da Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC) e ainda da Rede dos Órgãos Jurisdicionais e de Administração dos Países de Língua Portuguesa (ROJAE-CPLP).

Segundo a CEN, os dados definitivos do recenseamento eleitoral automático registaram 142.191 eleitores, dos quais 121.670 estão em São Tomé e Príncipe e 20.521 na diáspora, nomeadamente 15.917 em cinco países da Europa, e 5.324 em quatro países de África.

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